Liderança feminina na Amazônia é reconhecida por impacto social e acesso à energia

Valcléia Lima, da Fundação Amazônia Sustentável, recebe Prêmio Mulheres da Energia 2025 por projetos que levam eletricidade limpa a comunidades remotas da região

Há 17 anos, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) atua para melhorar a qualidade de vida das populações tradicionais e conservar a floresta em pé. Entre suas frentes de atuação, o acesso à energia elétrica em áreas isoladas é um instrumento essencial para o desenvolvimento sustentável e a inclusão social na região.

À frente dessas iniciativas está Valcléia Lima, superintendente Geral Adjunta da FAS, que recebeu o Prêmio Mulheres da Energia 2025, na categoria “Impacto Social”. A cerimônia foi promovida pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), durante o 4º Congresso Brasileiro Mulheres da Energia, realizado no Teatro Santander, em São Paulo, reunindo representantes do setor, autoridades e lideranças nacionais.

“Recebo este prêmio com muito carinho, pois é um reconhecimento para tantas mulheres que se dedicam a fazer do nosso país um lugar mais próspero e sustentável. Cada uma delas com sua própria história, identidade e sonhos. Reconhecê-las é contribuir para um setor mais justo, inovador e inclusivo para todos”, destacou Lima.

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Projetos inovadores que transformam comunidades

A FAS desenvolve projetos alinhados às Soluções Baseadas na Natureza (SbN), ampliando o acesso à energia em regiões isoladas da Amazônia. Esses projetos possibilitam avanços em internet, teleatendimento de saúde, monitoramento ambiental e fortalecimento da bioeconomia local.

Um exemplo é o projeto “Sempre Luz”, em parceria com a multinacional brasileira UCB Power, que desde 2021 fornece energia solar à comunidade Santa Helena do Inglês, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, em Iranduba, a 23 km de Manaus. A iniciativa já conta com 132 painéis fotovoltaicos, 54 baterias de lítio e nove inversores híbridos, beneficiando mais de 30 famílias.

Em 2024, o projeto chegou à comunidade Bauana, em Carauari, a 787 km da capital, e até o final deste ano deve atingir outras dez comunidades entre a RDS Uacari e a Reserva Extrativista (RESEX) Médio Juruá.

  • Além do “Sempre Luz”, outras iniciativas incluem:
  • Água+Acesso: garante abastecimento de água potável para milhares de pessoas;
  • Solar Community Hub: atua nos eixos de monitoramento socioambiental, educação, infraestrutura e saúde, beneficiando comunidades ribeirinhas e indígenas.

Novas parcerias e expansão energética

Até setembro de 2025, a FAS implementará o projeto “Polo de Soluções Energéticas Sustentáveis para a Amazônia” nas comunidades indígena Três Unidos e ribeirinha Tiririca, em parceria com a Schneider Electric, líder global em transformação digital de gestão de energia e automação. O objetivo é promover tecnologias inteligentes de gestão energética, apoiando a transição para um modelo mais equilibrado e sustentável nas localidades.

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“Todas essas ações reduzem a dependência de combustíveis fósseis em áreas remotas, diminuem as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e contribuem para a segurança energética em harmonia com a biodiversidade local. Assim, reforçamos nosso compromisso com a transição energética e o enfrentamento da crise climática”, conclui Lima.

Energia renovável como instrumento de transformação social

Os projetos da FAS demonstram que energia solar e tecnologias renováveis vão além da eficiência energética: são instrumentos de inclusão social, desenvolvimento regional e proteção ambiental.

Ao levar eletricidade confiável para comunidades isoladas, os projetos promovem educação, saúde, comunicação e fortalecimento da bioeconomia, garantindo resiliência frente aos desafios climáticos e geográficos da Amazônia.

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