Petrobras nomeia nova diretora de Transição Energética e Sustentabilidade e alcança maioria feminina na alta liderança

Com a chegada de Angélica Laureano à diretoria executiva, estatal atinge marco histórico de representatividade e reforça compromisso com diversidade, inovação e descarbonização até 2050

A Petrobras anunciou na última sexta-feira (11/07) a nomeação da engenheira Angélica Garcia Cobas Laureano como nova diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade. A decisão do Conselho de Administração marca não apenas uma mudança estratégica importante na condução dos projetos de descarbonização da estatal, como também estabelece um marco histórico de equidade de gênero: pela primeira vez, a alta administração da companhia terá maioria feminina.

Com a nova composição, a diretoria executiva da Petrobras passa a contar com cinco mulheres entre nove integrantes, incluindo a presidente Magda Chambriard. O avanço é destacado pela companhia como reflexo do seu compromisso com a diversidade, equidade e inclusão, valores cada vez mais centrais na governança das grandes corporações e exigidos por investidores globais alinhados às práticas ESG (ambiental, social e de governança).

“Seguiremos investindo fortemente em projetos de descarbonização, na produção de combustíveis mais sustentáveis e na diversificação de fontes de energia renovável. Como líderes na transição energética, reiteramos o compromisso de zerar nossas emissões operacionais, o net zero, até 2050”, declarou Angélica Laureano em nota oficial.

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Uma diretoria estratégica para o futuro energético do Brasil

Criada em abril de 2023, a Diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade foi pensada para reunir, de forma integrada, os esforços da Petrobras na jornada rumo a um portfólio mais limpo e resiliente. A estrutura abrange áreas como:

  • Gás e energia
  • Mudanças climáticas
  • Descarbonização
  • Energias renováveis
  • Pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis

A área trabalha de forma transversal com as demais diretorias da companhia, buscando sinergias entre exploração, refino, inovação tecnológica e sustentabilidade — pilares considerados essenciais para a permanência da Petrobras como um ator relevante em um cenário energético global em transformação.

Perfil técnico e histórico com a Petrobras

Angélica Laureano traz um perfil técnico robusto e amplo conhecimento do setor energético nacional. Ao longo de sua carreira na Petrobras, atuou em áreas como materiais, abastecimento, gás e energia. Também presidiu a Gaspetro, subsidiária da Petrobras em parceria com a Mitsui Gás S.A., que gerencia participações em 19 distribuidoras de gás natural no país.

Após sua aposentadoria da Petrobras, trabalhou como consultora em projetos estratégicos relacionados ao setor de gás e, mais recentemente, presidiu a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. (TBG), empresa responsável por uma das principais infraestruturas de transporte de gás da América do Sul.

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Com sua nomeação, a expectativa do setor é de continuidade nos investimentos em tecnologias limpas, bem como fortalecimento da agenda ESG da empresa, especialmente em iniciativas ligadas à produção de combustíveis de baixo carbono, como o diesel renovável, biometano e hidrogênio verde.

Liderança feminina no setor energético: um marco simbólico e estratégico

A nova configuração da diretoria representa mais do que uma mudança estatística. Em um setor historicamente dominado por homens, especialmente nos cargos executivos, a conquista da maioria feminina na alta liderança da Petrobras envia um sinal forte ao mercado, aos colaboradores e à sociedade.

A mudança ocorre em um momento de reorganização estratégica da companhia, com foco na retomada de investimentos em energia renovável, ampliação da infraestrutura de gás e posicionamento mais assertivo na economia de baixo carbono.

Além disso, especialistas apontam que a diversidade na liderança contribui diretamente para a inovação, melhoria de governança e tomada de decisões mais sensíveis ao contexto social e ambiental, aspectos valorizados por analistas e investidores de longo prazo.

O caminho para 2050: net zero como meta de Estado

Com a meta de atingir a neutralidade de carbono em suas operações até 2050, a Petrobras vem anunciando nos últimos anos uma série de iniciativas alinhadas à transição energética, incluindo:

  • A retomada de projetos em eólica offshore;
  • Investimentos em biocombustíveis e energia solar;
  • Estudos para implantação de captura e armazenamento de carbono (CCUS);
  • Parcerias com universidades e centros tecnológicos para inovação em baixo carbono.

Com a chegada de Angélica Laureano à diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade, a expectativa é de que a estatal acelere a execução dessas frentes, consolidando seu papel como indutora da transformação energética no Brasil — sem abrir mão de sua relevância econômica e estratégica como principal produtora de energia do país.

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