Com infográficos e análises acessíveis, série “Energia do Brasil” destaca avanços na descarbonização da matriz energética e evolução do consumo por setor
O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou nesta sexta-feira (11) a série especial Energia do Brasil, com o objetivo de apresentar à população os principais dados do Balanço Energético Nacional (BEN) 2025, que reúne e consolida as estatísticas energéticas do Brasil referentes ao ano de 2024. O relatório completo foi elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME, e já está disponível para consulta.
Publicado anualmente, o BEN é considerado a principal fonte oficial de informação sobre o setor energético brasileiro, com dados detalhados sobre a produção, importação, exportação, transformação e consumo de energia em todo o país. A edição de 2025 cobre o desempenho energético de 2024, com destaque para a participação das fontes renováveis, os avanços na descarbonização, o crescimento da geração distribuída solar, a eletrificação dos transportes e a evolução do uso de biocombustíveis.
A nova série do MME busca traduzir esse grande volume de informações técnicas em conteúdo didático e acessível, com infográficos, análises e destaques temáticos que contextualizam a situação energética do Brasil para diferentes públicos – da sociedade em geral a tomadores de decisão e agentes do setor.
Transparência e acessibilidade no setor energético
De acordo com o MME, a iniciativa de transformar o relatório técnico em uma série explicativa reforça o compromisso da pasta com a transparência pública e com a alfabetização energética da sociedade. A ideia é “transformar números em conhecimento acessível”, permitindo que mais pessoas compreendam os rumos da energia no Brasil e os desafios futuros da transição energética.
A primeira publicação da série traz uma visão geral da matriz energética brasileira em 2024 e destaca que o país continua entre os líderes mundiais no uso de fontes renováveis, com mais de 47% da matriz energética primária composta por fontes como hidráulica, biomassa, solar e eólica — bem acima da média global, que gira em torno de 15%.
Na geração de eletricidade, o Brasil também mantém altos índices de renovabilidade: quase 89% da eletricidade gerada em 2024 veio de fontes renováveis. O destaque vai para a energia solar fotovoltaica, que registrou novo recorde de expansão, tanto em usinas centralizadas quanto na geração distribuída (rooftop e minigeração).
Uso final e emissões: onde e como a energia é consumida
Além da geração, o Balanço Energético Nacional também detalha o uso final da energia nos principais setores da economia — indústria, transportes, residências, comércio, agropecuária e setor público. Em 2024, o setor de transportes permaneceu como o maior consumidor de energia, com participação relevante dos biocombustíveis, principalmente o etanol hidratado e o biodiesel.
O setor residencial registrou aumento no uso de eletricidade e gás natural, e leve queda no consumo de lenha e outros combustíveis fósseis. Já na indústria, a transição para fontes mais limpas continua em curso, com aumento no uso de eletricidade e biomassa e redução no consumo de derivados de petróleo.
O relatório também apresenta dados sobre emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso de energia. A intensidade de carbono da matriz energética brasileira permaneceu estável em 2024, com tendência de queda devido ao avanço das fontes renováveis. O uso de tecnologias mais limpas no transporte e na indústria também contribuiu para o controle das emissões.
Biocombustíveis e novas fontes em expansão
Outro tema em destaque no BEN 2025 é o papel crescente dos biocombustíveis, que vêm ganhando espaço na matriz, especialmente com as diretrizes do programa RenovaBio e a regulação para combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e hidrogênio de baixo carbono. A diversificação da oferta energética, segundo o MME, é fundamental para garantir segurança energética, competitividade industrial e sustentabilidade ambiental.
A série especial do MME também abordará tópicos como:
- A evolução da energia solar e eólica no Brasil;
- O avanço da geração distribuída nos centros urbanos;
- O papel da eletrificação nos transportes;
- Os investimentos em eficiência energética;
- A inserção regional da energia na América do Sul.
Uma agenda energética em transformação
O lançamento da série Energia do Brasil marca uma nova etapa na comunicação do setor energético com a sociedade brasileira. Em um cenário de transformações globais, em que a energia limpa é vista como motor de desenvolvimento econômico, o Brasil reforça seu protagonismo com uma matriz diversificada e de baixo carbono.
Acompanhar os próximos conteúdos da série permitirá entender não só os números do setor, mas os movimentos estruturais que moldam o futuro energético do país — da regulação à inovação tecnológica, passando por investimentos públicos e privados, e políticas de incentivo.



