Com entrada do poço BUZ 100 em reservatório de 500 metros, FPSO reforça produção do maior ativo pré-sal da Petrobras, que caminha para operar 12 unidades
A plataforma P-78, instalada no campo de Búzios, na Bacia de Santos, alcançou a marca de 180 mil barris de petróleo por dia (bbl/d) no sábado (31/10), atingindo a capacidade nominal máxima de projeto. Localizada a 180 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, a unidade concluiu seu topo produtivo (ramp-up) após a interligação e entrada em operação do poço produtor BUZ 100.
O feito consolida a trajetória de expansão do maior campo produtor offshore da Petrobras, que registrou em julho a marca de 1,2 milhão de barris por dia. A P-78 é a sétima unidade definitiva a entrar em operação no ativo, juntando-se aos FPSOs P-74, P-75, P-76, P-77, P-79, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.
Geologia e reservatório impulsionam fluxo no pré-sal
A celeridade do ramp-up produtivo da P-78 está ancorada nas características petrofísicas do reservatório carbonático do pré-sal na área central de Búzios. A formação apresenta elevada permo-porosidade, propriedade petrofísica que combina a capacidade de armazenamento da rocha (porosidade) com a sua facilidade de transmissão de fluidos (permeabilidade), além de óleo leve de alto valor comercial (grau API elevado).
Ao detalhar as especificidades geológicas que sustentam o desempenho operacional do ativo no setor de E&P, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, pontua: “Os poços de Búzios têm altíssima produtividade devido à qualidade da rocha reservatório e sua elevada espessura. É uma rocha com alta permo-porosidade e com óleo de elevado grau API, o que favorece o alto fluxo de óleo da rocha para o poço. A P-78 tem uma vantagem adicional, já que está em uma região do campo em que o reservatório é ainda mais espesso, chegando a quase 500m. Isso contribui muito para o elevado potencial de produção.”
Desafio de engenharia e curva de aprendizado em Búzios
A maturação do projeto e a consolidação de novas tecnologias de subsea e topside permitiram encurtar os tempos de comissionamento e interligação de poços na Bacia de Santos, reduzindo a intensidade de emissões por barril produzido.
Ao destacar o domínio tecnológico na integração da infraestrutura de grande porte, a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, afirma: “A P-78 chegar à capacidade de 180 mil barris por dia materializa um grande desafio de engenharia. É resultado da combinação entre tecnologia, capacidade de execução e todo o conhecimento acumulado pela Petrobras no pré-sal. Cada nova plataforma incorpora aprendizados das anteriores para produzirmos com mais eficiência e menor intensidade de emissões.”
Escalonamento para 12 unidades produtivas
O plano de desenvolvimento do campo de Búzios prevê a instalação de um total de 12 unidades de produção do tipo FPSO. As próximas plataformas programadas para o ativo são a P-80 (Búzios 9) e a P-82 (Búzios 10), que estão em navegação a caminho do Brasil com previsão de primeiro óleo em 2027. O desenvolvimento da área será complementado pela P-83 (Búzios 11) e pela unidade Búzios 12, atualmente em fase de licitação.
O ativo é operado pela Petrobras sob o regime de partilha de produção, em consórcio formado pela estatal brasileira ao lado das companhias chinesas CNOOC e CNODC, tendo a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora do contrato.


