Grupo Potencial anuncia R$ 6 bilhões em expansão e mira liderança global em agroenergia

Plano até 2030 amplia capacidade de biodiesel, etanol e biogás, reforçando modelo integrado e o protagonismo do Brasil na transição energética

O Grupo Potencial deu início a um novo ciclo de crescimento com investimentos de R$ 6 bilhões até 2030, em um movimento que reposiciona a companhia entre os principais players globais de agroenergia. O plano tem como eixo a expansão do complexo industrial da Lapa, no Paraná, que deve se consolidar como um dos mais avançados polos industriais integrados do mundo em biocombustíveis e geração de energia renovável.

A estratégia combina escala industrial, verticalização da cadeia produtiva e diversificação energética, conectando desde o processamento de grãos até a produção de combustíveis e energia limpa, uma abordagem que ganha relevância diante da crescente demanda global por soluções de descarbonização e segurança energética.

Verticalização e escala redefinem o posicionamento da companhia

O plano do Grupo Potencial está estruturado sobre um modelo industrial integrado, que abrange esmagamento de soja, produção de biodiesel, etanol de milho, óleo degomado, DDGS, biogás e infraestrutura logística dedicada.

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Ao final do ciclo, a companhia projeta atingir uma produção anual de até 1 bilhão de litros de etanol, 1,7 bilhão de litros de biodiesel, 500 milhões de litros de óleo degomado e 9 milhões de metros cúbicos de biogás. A escala posiciona o grupo como potencial detentor da maior planta única de biodiesel do mundo, elevando o Brasil no mapa global da agroenergia.

A avaliação da liderança da companhia reforça o caráter estrutural dessa transformação. O vice-presidente Comercial, de Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, destaca: “Estamos consolidando um modelo industrial totalmente integrado, que começa no campo e termina na geração de energia limpa. Essa verticalização nos dá eficiência, competitividade global e segurança de suprimento, além de ampliar nosso impacto positivo na economia brasileira”.

Expansão modular acelera ganhos de eficiência e autonomia

A ampliação da capacidade produtiva seguirá um modelo modular, permitindo ganhos graduais de escala e eficiência operacional. No caso da soja, o processamento será ampliado de 3.500 para 7.000 toneladas por dia, garantindo maior autonomia no fornecimento de insumos para a produção de biodiesel. Ao final do ciclo, o complexo deverá processar cerca de 2,3 milhões de toneladas de soja por ano.

Em paralelo, o projeto de etanol de milho será estruturado em três módulos de 2.400 toneladas diárias cada, totalizando 7.200 toneladas por dia, o equivalente a aproximadamente 2,6 milhões de toneladas por ano. A iniciativa consolida o milho como vetor estratégico adicional na matriz de agroenergia do grupo, reduzindo riscos e ampliando a diversificação do portfólio.

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Nova fase já começa com ativos operacionais

O primeiro marco do plano foi inaugurado com a entrada em operação de uma nova esmagadora de soja e da segunda maior planta de glicerina refinada do mundo. A iniciativa marca o início da execução do novo ciclo e sinaliza a aceleração dos investimentos industriais.

Até o fim de 2026, o cronograma prevê a entrada de novos ativos, incluindo uma terceira planta de biodiesel, uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) em circuito fechado e a implantação de dutos para transporte de biocombustíveis e gás.

O projeto também incorpora diretrizes avançadas de sustentabilidade industrial, com meta de resíduo zero. Atualmente, cerca de 95% dos resíduos gerados nas operações já são reaproveitados, indicador alinhado às melhores práticas globais de economia circular.

Impacto econômico e efeito multiplicador na cadeia produtiva

A expansão do Grupo Potencial terá impacto relevante sobre a economia regional e a cadeia agroindustrial. A projeção é de um faturamento anual de R$ 20 bilhões até 2030, impulsionado pelo aumento de escala e pela diversificação de produtos.

O complexo deverá processar, ao final do ciclo, cerca de 14.200 toneladas de grãos por dia, o equivalente a 4,7 milhões de toneladas por ano, volume que representa uma parcela significativa da produção agrícola do Paraná. A injeção de recursos na economia, apenas com a aquisição de grãos, é estimada em R$ 6,3 bilhões anuais, fortalecendo a renda no campo e estimulando a cadeia produtiva.

O impacto logístico também é expressivo: a operação deve demandar cerca de 117 mil viagens de caminhões por ano para abastecimento de matéria-prima, além de aproximadamente 57 mil viagens anuais para escoamento de coprodutos como farelo de soja e DDGS, reforçando a necessidade de infraestrutura robusta e integração logística.

Brasil ganha relevância na geopolítica da energia

O novo ciclo de investimentos reforça o papel estratégico do Brasil no cenário global de transição energética, especialmente no segmento de biocombustíveis. A visão institucional do grupo aponta para a transformação da vantagem comparativa do país, baseada em escala agrícola e disponibilidade de recursos, em liderança competitiva global.

O vice-presidente Carlos Eduardo Hammerschmidt enfatiza: “O Brasil tem vocação natural para liderar a produção de energias renováveis. Temos escala agrícola, tecnologia e capacidade industrial. Nosso objetivo é transformar essa vantagem competitiva em protagonismo internacional, contribuindo de forma concreta para a descarbonização e para a segurança energética”.

Agroenergia como vetor estratégico da transição energética

A expansão do Grupo Potencial ocorre em um momento em que os biocombustíveis ganham centralidade nas estratégias de descarbonização, especialmente em setores de difícil eletrificação, como transporte pesado e indústria.

Ao integrar produção agrícola, processamento industrial e geração de energia, o modelo adotado pela companhia se alinha às tendências globais de cadeias produtivas mais resilientes, eficientes e sustentáveis.

Com isso, o complexo da Lapa tende a se consolidar não apenas como um hub industrial, mas como um ativo estratégico na construção de uma matriz energética mais diversificada, segura e de baixo carbono, reforçando o protagonismo brasileiro na agenda global de energia limpa.

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