ABNT reelege Mario William e reforça protagonismo do Brasil na transição energética rumo à COP 30

A reeleição de Mario William Esper e Ricardo Fragoso consolida a posição do Brasil como referência internacional em sustentabilidade e normalização técnica, com foco na descarbonização e na economia verde que serão destaque na COP 30

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) anunciou a reeleição do engenheiro Mario William Esper para a presidência da entidade, em um novo mandato que terá início em janeiro de 2026. A decisão reforça a linha de continuidade de uma gestão marcada pela expansão do papel do Brasil na normalização técnica internacional e pelo compromisso com temas ligados à sustentabilidade, transição energética e economia de baixo carbono, pautas que ganham relevância crescente no cenário global.

No mesmo movimento, o diretor-geral da ABNT, Ricardo Fragoso, foi reconduzido ao Conselho da Organização Internacional de Normalização (ISO), durante reunião realizada em Kigali, Ruanda. A manutenção de ambos os dirigentes em cargos estratégicos é vista como um marco para a presença brasileira nas discussões técnicas internacionais, especialmente às vésperas da COP 30, que será realizada em Belém (PA), em 2025.

Protagonismo técnico na COP 30

A próxima conferência climática da ONU será um momento decisivo para o Brasil reafirmar seu protagonismo em normas técnicas voltadas à sustentabilidade, como eficiência energética, gestão ambiental, infraestrutura verde e mobilidade sustentável. A ABNT tem atuado para fortalecer a interlocução entre governos, setor privado e academia, garantindo que o país contribua de forma técnica e estruturada com padrões que orientam práticas sustentáveis em escala global.

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Durante a COP 30, a associação deve apresentar contribuições técnicas sobre transição energética e economia de baixo carbono, reforçando a visão de que o desenvolvimento sustentável exige base normativa sólida, transparente e alinhada às melhores práticas internacionais.

Segundo especialistas, a liderança brasileira no campo da normalização contribui para elevar o padrão técnico das políticas públicas e dos investimentos em energia limpa, além de favorecer a competitividade da indústria nacional em mercados que cada vez mais exigem certificações ambientais.

Fortalecimento institucional e reconhecimento internacional

A reeleição de Mario William Esper simboliza o reconhecimento a uma gestão que aproximou a ABNT de pautas contemporâneas e de relevância global, como o combate às mudanças climáticas e a inovação tecnológica sustentável. Sob sua liderança, a entidade consolidou parcerias estratégicas com organismos internacionais e intensificou sua atuação em fóruns multilaterais de normalização.

O engenheiro destaca que a continuidade do trabalho permitirá ampliar a presença do Brasil nas discussões globais sobre sustentabilidade e inovação.

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“A reeleição representa a confiança em um projeto de fortalecimento institucional que vem posicionando o Brasil como protagonista nas discussões sobre sustentabilidade, inovação e transição energética”, afirmou Mario William Esper, presidente reeleito da ABNT.

O papel da ABNT na agenda verde global

Fundada em 1940, a ABNT é responsável pela elaboração e publicação de normas técnicas que orientam a qualidade, a segurança e a sustentabilidade de produtos e serviços no Brasil. Nos últimos anos, a entidade vem alinhando seu portfólio de normas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, contribuindo diretamente para metas de eficiência energética, economia circular e infraestrutura resiliente.

A atuação do Brasil no âmbito da ISO, a mais importante organização internacional de padronização, garante voz ativa em decisões que impactam cadeias produtivas em todo o mundo, do setor elétrico à construção civil, passando por transporte e agronegócio.

Com a recondução de Ricardo Fragoso ao Conselho da ISO, a ABNT reforça sua posição como elo entre o desenvolvimento técnico e as políticas de sustentabilidade:

“A presença do Brasil em fóruns internacionais é fundamental para garantir que as normas técnicas reflitam a realidade e as necessidades dos países em desenvolvimento, especialmente na transição para uma economia de baixo carbono”, destacou Ricardo Fragoso, diretor-geral da ABNT.

Perspectivas para o setor elétrico e transição energética

No contexto da transição energética, as normas técnicas desempenham papel essencial ao garantir padronização, segurança e interoperabilidade de tecnologias como geração solar, eólica, armazenamento de energia e redes inteligentes. A ABNT, em parceria com instituições públicas e privadas, tem trabalhado para adaptar os marcos normativos à nova realidade do setor elétrico, impulsionando a descarbonização e a integração de fontes renováveis.

O fortalecimento da entidade neste momento é, portanto, estratégico não apenas para o setor industrial, mas também para todo o ecossistema energético brasileiro, que se prepara para apresentar ao mundo, na COP 30, sua experiência em inovação, sustentabilidade e eficiência regulatória.

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