Moby planeja instalar 500 eletropostos em 2025 para impulsionar a mobilidade elétrica no Brasil

Com tecnologia de ponta e parcerias estratégicas, a startup da Solarprime visa transformar a mobilidade elétrica no Brasil, ampliando a rede de eletropostos e democratizando o acesso à recarga de veículos elétricos

O mercado de mobilidade elétrica no Brasil segue em ascensão e promete avanços ainda maiores em 2025. Entre as iniciativas que chamam atenção está a da Moby, empresa recém-criada pela rede de franquias Solarprime, que anunciou um ousado plano de instalar 500 carregadores públicos ao longo do ano. A proposta busca atender à crescente demanda por infraestrutura de recarga no país, um dos pilares para a popularização de veículos elétricos.

De acordo com dados da Tupi Mobilidade, associados à ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), o Brasil encerrou 2024 com mais de 12.000 pontos de recarga públicos e semipúblicos, o que representou um marco importante para o setor. A ampliação da rede reduziu incertezas dos consumidores sobre a viabilidade de utilizar carros elétricos para viagens mais longas, fomentando o interesse nesse mercado.

A Moby, que entrou em operação em 2024, já possui 11 eletropostos ativos e mais de 220 clientes cadastrados. Segundo o diretor comercial da empresa, Lincon Souza, a maior parte dos carregadores atuais atende a operações privadas, mas a expansão para pontos de recarga públicos e semipúblicos já está em andamento.

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“Nosso objetivo é oferecer soluções estratégicas para a mobilidade elétrica no Brasil, com carregadores em locais como rodovias, shoppings, postos de combustíveis, estacionamentos e parques. Queremos transformar a experiência do usuário, tornando-a acessível e eficiente”, afirma Souza.

Carregadores modernos e conectividade

A Moby lançará inicialmente dois modelos de carregadores:

  • Semirrápidos AC (22kW): Ideal para carregamentos de maior duração em ambientes como shoppings e estacionamentos.
  • Rápidos DC (60kW): Pensados para rotas mais movimentadas, como rodovias, proporcionando recargas mais rápidas.

Ambos os modelos são equipados com conectores tipo II, amplamente compatíveis com os veículos elétricos disponíveis no Brasil, e utilizam a tecnologia OCPP 1.6J para garantir segurança e eficiência na comunicação entre carregador e plataforma de gerenciamento.

Além disso, a empresa já investiu R$ 2 milhões na importação dos equipamentos, garantindo tecnologia de ponta e operação otimizada.

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Gestão inteligente e experiência personalizada

A Moby desenvolveu o aplicativo Moby Recargas, que será um diferencial na experiência dos usuários de veículos elétricos. O app permitirá, localizar eletropostos em tempo real, Reservar estações de recarga, Acompanhar o processo de recarga diretamente pelo celular e diversas opções de pagamento, como cartão de crédito, carteira digital e vouchers.

“O aplicativo traz informações detalhadas sobre cada estação, como tipo de conector, potência e preços, ajudando os motoristas a tomarem decisões rápidas e informadas. Também incluímos recursos como notificações em tempo real, histórico de recargas e suporte ao cliente, garantindo uma experiência prática e eficiente”, explica Lincon Souza.

Parceria com comerciantes no modelo comodato

A Moby também aposta em um modelo inovador para expandir sua rede: a instalação de carregadores em estabelecimentos comerciais por meio de comodato. Nesse sistema, comerciantes poderão instalar os equipamentos sem custo, enquanto a Moby se encarregará de toda a operação, desde a instalação e manutenção até a gestão por meio do aplicativo e do atendimento ao cliente.

O modelo é vantajoso para os parceiros, já que, além de não terem custos operacionais, recebem um reembolso pela energia consumida e um percentual sobre a receita gerada.

“Essa parceria com comerciantes será viabilizada pela capilaridade da Solarprime, que atua em todo o Brasil e dará suporte técnico aos pontos de recarga. Queremos democratizar o acesso à mobilidade elétrica, ao mesmo tempo em que oferecemos oportunidades lucrativas para nossos parceiros”, destaca Souza.

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