CMSE Emite Alerta para o Aumento das Chuvas e Monitora Suprimento de Energia no Brasil

Com previsão de chuvas intensas no Sudeste, o setor elétrico se prepara para garantir o fornecimento de energia e atender à demanda crescente

Na última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), realizada em 9 de outubro de 2024, especialistas discutiram o cenário atual das condições climáticas e seu impacto no suprimento de energia elétrica no Brasil. De acordo com a apresentação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o país enfrenta um dos piores períodos de seca da sua história recente, considerando o índice de precipitação-evapotranspiração padronizado (SPEI). Entretanto, modelos meteorológicos indicam que as chuvas devem se intensificar nas próximas semanas, especialmente a partir do início de novembro.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) destacou um leve aumento no volume de chuvas na região Sudeste nos últimos dias. No entanto, esses incrementos ainda não refletiram nos reservatórios das hidrelétricas, que seguem enfrentando desafios devido ao baixo nível de armazenamento. No final de setembro, o Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou uma capacidade de 49%, considerada satisfatória para o final da estação seca em grande parte do país.

Cenários de Demanda e Medidas Proativas

Os cenários prospectivos apresentados na reunião revelaram a necessidade de um manejo cuidadoso da água nos reservatórios para atender à demanda de energia em 2025. O ONS destacou que, para suportar a demanda máxima, será necessário um uso mais intensivo de recursos, incluindo a operação termelétrica, a importação de energia e a flexibilização das regras operativas nos meses críticos de outubro, novembro e dezembro.

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Em relação ao uso do parque termelétrico, o CMSE fez recomendações à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para implementar ações que garantam a regularidade do suprimento de gás natural, essencial para a geração de energia elétrica no SIN.

Atualizações e Segurança Energética

Durante a reunião, também foi aprovada a quarta revisão do Plano de Substituição do Parque Gerador do Sistema Elétrico de Roraima, levando em consideração as atualizações sobre as condições de atendimento à carga e à demanda máxima. Além disso, foram deliberadas ações para garantir a segurança e confiabilidade do suprimento elétrico durante a realização da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro de 2025 em Belém, no Pará.

Condições Hidrometeorológicas e Armazenamento

O mês de setembro foi caracterizado por condições hidrometeorológicas desfavoráveis, com ausência de precipitações significativas. As bacias hidrográficas que abastecem o SIN apresentaram níveis de chuva abaixo da média histórica. A Energia Natural Afluente (ENA) também se mostrou abaixo do esperado, com valores correspondendo a 48% no Sudeste/Centro-Oeste, 56% no Sul, 41% no Nordeste e 50% no Norte em relação à Média de Longo Termo (MLT).

Para outubro, as previsões indicam uma ENA inferior à média histórica em todos os subsistemas, com destaque para 35% no Sudeste/Centro-Oeste, 71% no Sul, 35% no Nordeste e 34% no Norte. Em um cenário menos favorável, o SIN deve apresentar condições de afluência de 46% da MLT, marcando o segundo menor valor em 94 anos de histórico.

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Expansão e Futuro do Setor Elétrico

Em setembro de 2024, o Brasil registrou uma expansão significativa de 723 MW de capacidade instalada de geração centralizada, além de 14 km de novas linhas de transmissão e 100 MVA de capacidade de transformação. No total, a expansão em 2024 alcançou 8.548 MW de capacidade instalada, 2.423,4 km de linhas de transmissão e 11.130 MVA de capacidade de transformação.

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