Empreendimento de 12 km da Energisa Amazonas II adiciona R$ 22 milhões à Receita Anual Permitida da companhia e reforça a segurança operacional no Amazonas.
O Grupo Energisa energizou a linha de transmissão Manaus–Mauá III, na capital do Amazonas, após investimento de aproximadamente R$ 234 milhões. Executado por meio da concessionária Energisa Amazonas II, o empreendimento entrou em operação comercial 11 meses antes do prazo estabelecido no contrato de concessão e acrescentará cerca de R$ 22 milhões à Receita Anual Permitida (RAP) da companhia.
Com 12 km de extensão total, a infraestrutura amplia a capacidade de transporte de energia na Região Metropolitana de Manaus, criando condições de suporte para o crescimento do consumo residencial, comercial e industrial na capital amazonense.
Engenharia subterrânea responde por 75% do trecho
A configuração do projeto combina trechos convencionais aéreos com uma relevante solução de engenharia urbana: dos 12 km da linha, 9 km foram construídos de forma enterrada. Os trechos subterrâneos correspondem a 75% da extensão total da obra.
A alternativa tecnológica foi adotada para superar as limitações de espaço físico e de expansão urbana em Manaus. Além de contornar os gargalos de travessia na mancha urbana, a estrutura subterrânea reduz drasticamente a exposição do sistema a interferências externas e a eventos climáticos extremos, garantindo maior resiliência operacional ao sistema elétrico local. A fase de construção mobilizou cerca de 250 empregos diretos e indiretos.
Impacto na RAP e expansão regional
Com o início da operação comercial, o ativo passa a compor a base de ativos remunerados da Energisa. O incremento de R$ 22 milhões na RAP remunera a prestação do serviço de transmissão ao longo da vigência da outorga federal.
Ao comentar a entrada em operação da nova linha, Nicolas Manfredi, diretor-presidente da Energisa Geração e Transmissão, destacou o papel estratégico da entrega para a confiabilidade da rede regional: “O investimento reforça o compromisso do Grupo Energisa com a expansão e a modernização do sistema elétrico brasileiro. Ao ampliar a infraestrutura de transmissão, contribuímos para o desenvolvimento regional e para um fornecimento de energia cada vez mais confiável e resiliente para a população.”
O novo tronco de transmissão também deixa aberta a infraestrutura de suporte para futuras expansões da rede elétrica amazonense e para a conexão de novos projetos e grandes cargas na Região Metropolitana de Manaus.


