CCEE contabiliza 470 adesões pelo modelo simplificado, que já responde por 95,5% das entradas via comercializadores varejistas
O mercado livre de energia registrou 811 novas migrações de unidades consumidoras em agosto, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Do total, 470 consumidores ingressaram pelo modelo simplificado de migração, modalidade que representou 95,5% das adesões realizadas por meio de comercializadores varejistas.
O resultado reforça a expansão do Ambiente de Contratação Livre (ACL) para consumidores de diferentes perfis. São Paulo liderou as novas entradas, com 218 migrações, seguido por Goiás (87), Bahia (84), Rio Grande do Sul (55) e Minas Gerais (52).
Serviços lideram novas migrações
O setor de serviços concentrou a maior parte das novas unidades consumidoras no mês, com 272 migrações. Na sequência aparecem saneamento, com 116, telecomunicações, com 111, e comércio, com 101.
A distribuição acompanha a concentração regional do mercado livre. O submercado Sudeste/Centro-Oeste respondeu por 421 novas migrações em agosto. O Nordeste registrou 180, o Sul teve 151 e o Norte, 59.
A predominância do Sudeste/Centro-Oeste também se reflete na liderança de São Paulo entre os estados, embora as adesões tenham avançado em diferentes regiões do país.
Varejo amplia acesso ao mercado livre
Das 811 migrações contabilizadas em agosto, 492 foram realizadas com representação de comercializadores varejistas, enquanto 319 consumidores ingressaram no ACL por meio de representação própria. Dentro do universo de entradas pelo varejo, 470 utilizaram o modelo simplificado, que reduz etapas para a migração de determinados consumidores e vem ganhando espaço na expansão do mercado livre.
O mecanismo apresentou forte crescimento na comparação anual. Em agosto de 2025, foram registradas 105 migrações pelo modelo simplificado. O volume de agosto deste ano, portanto, foi cerca de 4,5 vezes maior, um avanço de aproximadamente 348%.
Expansão do ACL alcança novos perfis
Os dados mostram que a abertura do mercado livre não está restrita aos segmentos tradicionalmente associados à contratação de energia no ACL. Serviços, saneamento, telecomunicações e comércio aparecem entre os principais grupos de novas unidades consumidoras.
A expansão do varejo simplificado é particularmente relevante nesse movimento porque amplia a possibilidade de participação de consumidores que não necessariamente dispõem de estrutura própria para atuar diretamente nas diferentes etapas de contratação e representação no mercado.
O resultado de agosto combina, assim, dois movimentos: o crescimento geográfico das migrações e a consolidação de mecanismos de representação que facilitam a entrada de novos consumidores no mercado livre de energia.



