A melhora expressiva nas bacias hidrográficas das regiões Sul e Sudeste permitiu a transição da bandeira amarela para a verde, reduzindo o acionamento de usinas termelétricas e aliviando o custo operacional do SIN.
O mês de outubro trará alívio financeiro para o consumidor brasileiro de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária aplicável a todo o Sistema Interligado Nacional (SIN) no próximo mês será a verde, eliminando qualquer cobrança de taxa adicional nas faturas e revertendo o cenário de custos extras que vigorava sob a bandeira amarela.
A decisão regulatória foi fundamentada em condições hidrológicas mais favoráveis registradas nas principais bacias hidrográficas do território nacional. O avanço preliminar do período de transição entre a estação seca e a úmida elevou o volume de precipitações, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, o que garantiu a recuperação e a estabilização consistentes dos níveis de armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas.
Impacto na Matriz e Redução do Despacho Térmico
Com os reservatórios operando em patamares hidrologicamente mais seguros, a necessidade de acionar fontes de geração complementar de maior custo, a exemplo das usinas termelétricas a carvão, óleo e gás, diminui de forma considerável. Diante desse cenário favorável, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) pôde otimizar o perfil de atendimento ao SIN, priorizando integralmente a geração hidrelétrica, que apresenta menor custo operacional marginal.
Essa flexibilidade na operação da matriz energética evita a pressão tarifária de curto prazo associada ao despacho fora da ordem de mérito. A vigência da bandeira verde sinaliza ao mercado regulado e aos agentes do setor que o Custo Marginal de Operação (CMO) recuou para patamares confortáveis, refletindo a abundância temporária de recursos hídricos e a melhora na capacidade de suprimento energético do país.



