Indústria mineira torna-se sócia do parque Sertão Solar Barreiras XXI, reforçando compromisso com energia renovável e redução de custos no mercado livre
A Echoenergia, empresa do Grupo Equatorial especializada em soluções energéticas, firmou um novo contrato de autoprodução no mercado livre de energia com a Paraibuna Embalagens, uma das maiores indústrias brasileiras do setor de papel e papelão recicláveis. A parceria marca a entrada da companhia mineira como sócia no parque solar Sertão Solar Barreiras XXI, operado pela Echoenergia na cidade de Barreiras, na Bahia.
O modelo de autoprodução contratual prevê a aquisição, pela Paraibuna, de participação acionária suficiente em uma das Sociedades de Propósito Específico (SPEs) do empreendimento para suprir integralmente seu consumo energético. O parque tem capacidade instalada de 50 MW e é voltado para grandes consumidores que desejam migrar para fontes de energia renovável no ambiente de contratação livre.
“Esse movimento é uma oportunidade estratégica, tanto para a Echoenergia quanto para o mercado, ao integrar a geração de energia renovável à cadeia produtiva de nosso cliente. Este acordo reforça o nosso compromisso com a promoção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da presença no setor de energia solar”, afirma Hélio Rafael, diretor de Vendas da Echoenergia.
Autoprodução como pilar da transição energética
O contrato com a Paraibuna Embalagens reforça a estratégia da Echoenergia de fomentar a autoprodução como mecanismo eficiente de viabilizar a transição energética em curso no Brasil. Além de previsibilidade nos custos e economia financeira, o modelo garante ao consumidor a rastreabilidade da energia gerada e o acesso a atributos ambientais valorizados em mercados nacionais e internacionais.
“A operação do Sertão Solar consolida nossa presença no setor e reafirma nosso papel como facilitadores da transição energética de grandes consumidores, com tecnologia, governança e geração de valor compartilhado”, destaca André Almeida, gerente Comercial da Echoenergia.
A Echoenergia, com atuação nacional e um portfólio diversificado de geração renovável, vem consolidando sua posição como parceira estratégica de grandes empresas que buscam não apenas reduzir suas emissões, mas também associar suas marcas a práticas socioambientais consistentes e de longo prazo.
Sustentabilidade no centro da estratégia industrial
A Paraibuna Embalagens, que figura entre as dez maiores fabricantes de papéis para embalagens e papelão ondulado recicláveis e biodegradáveis do país, tem a sustentabilidade como eixo central de sua operação. A decisão de tornar-se autoprodutora por meio do Sertão Solar está alinhada com sua política de responsabilidade ambiental e inovação nos processos industriais.
“Nosso ganho maior, porém, está em nos tornamos autoprodutores de energia renovável, através do parque Sertão Solar, em parceria com a Echoenergia. Temos, assim, a garantia de origem e de produção, além da associação a uma empresa que se preocupa com a comunidade do entorno, que também é uma prática nossa há 62 anos”, explica Fernanda Rocha, coordenadora de Meio Ambiente e Segurança da Paraibuna Embalagens.
A migração para a energia solar, realizada em abril de 2025, já demonstra impactos significativos na estrutura de custos da companhia. Com a aquisição de 12 megawatts médios mensais, a empresa reduziu expressivamente os gastos com energia, ao mesmo tempo em que fortalece sua atuação no mercado com um diferencial competitivo ambiental.
Heitor Villela, fundador e presidente do Conselho da Paraibuna, destaca a sinergia entre o projeto e os valores da empresa:
“A utilização de energia renovável reforça ainda mais nosso comprometimento em garantir o futuro, reciclando o presente”, pontua.
Energia solar cresce com apoio à industrialização sustentável
O projeto Sertão Solar Barreiras XXI, além de fornecer energia limpa, também gera benefícios sociais para a região do entorno, alinhando-se aos princípios de valor compartilhado que vêm guiando o crescimento das renováveis no país. A parceria entre Echoenergia e Paraibuna sinaliza o amadurecimento de um modelo que alia governança, inovação e impacto positivo na sociedade.
O movimento ocorre em um momento de expansão do mercado de autoprodução no Brasil, impulsionado pela necessidade de reduzir emissões, adequar-se às metas corporativas de ESG e buscar estabilidade diante da volatilidade do setor elétrico. As soluções estruturadas de autoprodução solar tornam-se, assim, instrumentos centrais na agenda de descarbonização da indústria brasileira.



