Relatório do Procel revela economia de 23,91 bilhões de kWh em 2023, destacando o país como referência em sustentabilidade e inovação na transição energética.
O Brasil deu mais um passo expressivo em direção à sustentabilidade energética em 2023, segundo os resultados do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). O programa, que visa promover a eficiência no uso da energia elétrica em diversos setores, gerou uma economia equivalente a 4,5% do consumo total de eletricidade no país. Este número, divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), é suficiente para abastecer mais de 12 milhões de residências ao longo de um ano.
Além disso, as ações do Procel evitaram a emissão de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, o equivalente ao impacto ambiental gerado por 350 mil veículos à combustão em circulação durante um ano.
Aumentando o impacto com eficiência energética
Os dados apresentados no relatório “Resultados do Procel 2024 (ano base 2023)” apontam que o volume de energia economizado pelo programa teve um aumento significativo de 8% em relação ao ano anterior, atingindo 23,91 bilhões de kWh. Para o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Thiago Barral, esse crescimento reflete a eficácia das iniciativas do Procel e seu papel central na transição energética do Brasil.
“O Procel tem mostrado resultados crescentes ao longo dos anos, diversificando e ampliando suas ações com excelência. É uma iniciativa que beneficia diretamente a qualidade de vida dos brasileiros, reduzindo custos na conta de energia e diminuindo os impactos ambientais”, afirmou Barral.
O presidente da ENBPar, Silas Rondeau, destacou o pioneirismo do Brasil ao implementar, décadas atrás, um programa de conservação de energia elétrica. “Esses resultados mostram que o Brasil foi visionário ao adotar práticas de eficiência energética antes mesmo de o tema se tornar uma prioridade global. Isso nos coloca na liderança da transição energética e na construção de uma economia verde.”
Impactos em múltiplos setores
O Procel atua como indutor de eficiência energética em setores diversos, como residencial, comercial, industrial e público. Uma de suas principais frentes de atuação é o Selo Procel, que qualifica e incentiva o desenvolvimento de equipamentos mais eficientes, aumentando sua acessibilidade ao consumidor.
Esses esforços contribuem não apenas para a economia direta de energia, mas também para o desenvolvimento tecnológico e a redução de desigualdades regionais no acesso à energia limpa e acessível.
Com as ações do Procel, o Brasil também reforça sua posição estratégica na agenda global de sustentabilidade. “Promover práticas eficientes de uso da energia é essencial para garantir um futuro mais equilibrado e produtivo”, acrescentou Barral.
Novo marco de gestão do Procel
Em 2023, o Procel passou por uma mudança significativa em sua gestão, sendo transferido para a ENBPar, empresa estatal criada para manter ativos estratégicos do país após o processo de capitalização da Eletrobras. Essa transição trouxe novos recursos e capacidades para o programa, que continua a expandir seu alcance e impacto.
De acordo com a ENBPar, esforços contínuos estão sendo feitos para atender às crescentes demandas do Procel e aprimorar a execução de seus projetos. “A eficiência energética é uma peça central na construção de um Brasil mais sustentável e competitivo”, afirmou Rondeau.
O sucesso do Procel não se limita à economia direta de energia. O programa também é um componente-chave da estratégia do Brasil para reduzir emissões de carbono e avançar na transição para uma matriz energética mais limpa. O impacto positivo sobre o meio ambiente, evidenciado pela redução significativa de emissões de CO₂, posiciona o Brasil como referência global na busca por soluções sustentáveis.



