Recuperação de 9,59 pontos percentuais em relação a setembro permite à Sabesp captar até 31 m³/s em novembro; bombeamento da represa da UHE Jaguari poderá complementar o abastecimento.
O Sistema Cantareira operará na Faixa 2 – Atenção durante novembro, após encerrar outubro com 50,69% de seu volume útil. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) confirmaram o enquadramento, que autoriza a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a retirar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) para o abastecimento público.
O armazenamento avançou 9,59 pontos percentuais em relação ao registrado no fim de setembro, quando o sistema estava com 41,10%. A classificação segue os critérios da Resolução Conjunta nº 925/2017, que estabelece as regras de operação do manancial responsável pelo atendimento à Região Metropolitana de São Paulo e às bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).
Bombeamento da UHE Jaguari pode complementar vazão
Além do limite de retirada autorizado para novembro, a Sabesp poderá utilizar água transposta da represa da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, para complementar o abastecimento. A operação deverá respeitar as vazões estabelecidas nas respectivas outorgas.
A estrutura de bombeamento, conectada à represa Atibainha, está em operação desde 2018 e permite transferir água entre as bacias do Paraíba do Sul e do sistema Cantareira. O mecanismo amplia a flexibilidade operacional durante o período seco, que, conforme a regulação, se estende de 1º de junho a 30 de novembro.
O Cantareira é formado por cinco reservatórios interligados (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro) e tem capacidade útil informada de 981,56 bilhões de litros.
Vazões para as bacias PCJ seguem sob controle
A operação do sistema também precisa considerar as demandas das bacias PCJ, que incluem usos industriais e o abastecimento de municípios como Campinas. A liberação de vazões para essas regiões permanece coordenada por comunicados dos Comitês PCJ à SP Águas.
A gestão compartilhada entre ANA e SP Águas envolve o acompanhamento diário dos níveis dos reservatórios, das chuvas e das vazões que chegam ao sistema. A articulação é necessária porque a área de influência do Cantareira inclui rios de domínio federal, com nascentes em Minas Gerais e reservatórios localizados em São Paulo.
As duas agências também recomendam que prestadores de serviços de saneamento e demais usuários com outorga mantenham medidas para reduzir perdas nas redes de distribuição e controlar o consumo. A orientação busca preservar os estoques de água na transição para o período chuvoso.



