Neoenergia conclui ampliação de parceria com o GIC e consolida portfólio de R$ 25,5 bi em transmissão

Com a inclusão de sete novos ativos, a Neoenergia Transmissão atinge 6.710 quilômetros de linhas e receita anual regulada estimada em R$ 1,9 bilhão, mantendo o controle acionário da plataforma.

A Neoenergia, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, concluiu a transação estratégica para ampliar sua parceria com o GIC, fundo soberano de Singapura, no segmento de transmissão de energia elétrica. A operação marca a efetivação da terceira transação no escopo da plataforma conjunta criada em 2023, incorporando mais sete ativos ao portfólio e fortalecendo a presença da companhia em corredores energéticos fundamentais do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O movimento societário e operacional amplia o escopo da Neoenergia Transmissão, que passa a administrar um total de 16 ativos e 6.710 quilômetros de linhas de transmissão em operação e construção. O valor combinado dos empreendimentos alcança aproximadamente R$ 25,5 bilhões, com receitas anuais reguladas estimadas em cerca de R$ 1,9 bilhão, consolidando a plataforma entre os principais players privados do setor de infraestrutura e transporte de energia no país.

Novos ativos e reconfiguração da malha

A integração compreende empreendimentos de relevância regional distribuídos por diferentes estados brasileiros, ampliando a diversificação geográfica e a resiliência operacional da companhia. Foram incorporados à plataforma os ativos Neoenergia Guanabara (Rio de Janeiro), Neoenergia Vale do Itajaí (Santa Catarina), Potiguar Sul (Rio Grande do Norte), Neoenergia Morro do Chapéu (Bahia), Neoenergia Estreito (Minas Gerais), Neoenergia Alto Paranaíba (situada entre São Paulo e Minas Gerais) e Neoenergia Paraíso (Mato Grosso do Sul).

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Com a conclusão da transação, a governança corporativa da estrutura sofre um ajuste pontual de controle: a Neoenergia eleva sua participação acionária na Neoenergia Transmissão de 50% para 51%, assegurando o controle majoritário da plataforma. Os 49% restantes permanecem sob a titularidade do GIC. O arranjo financeiro reflete a busca por disciplina de capital e otimização de portfólio em um cenário de grandes investimentos exigidos pela transição energética e pela expansão da malha de transmissão.

Aliança de longo prazo no setor elétrico

A parceria estratégica firmada entre a concessionária brasileira e o fundo soberano cingapuriano tem se destacado como um dos principais mecanismos de reciclagem de capital e financiamento de infraestrutura no mercado livre de energia e nos leilões regulados. Iniciada em 2023, a cooperação visa sustentar a expansão contínua da capacidade de escoamento da geração renovável, combinando receita previsível de longo prazo e eficiência operativa.

A consolidação do portfólio de 6.710 quilômetros reforça a capacidade da companhia em executar grandes projetos de transmissão com foco em estabilidade regulatória e retorno atrativo, alinhando a disciplina financeira às diretrizes de modernização do setor elétrico nacional.

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