AXIA investe R$ 28 milhões em drones autônomos para inspeção de subestações

Projeto-piloto em ativos no Rio de Janeiro e Paraná combina operações BVLOS, termografia e modelos BIM para ampliar monitoramento remoto da transmissão

A AXIA Energia iniciou um projeto-piloto de inspeção remota de subestações com drones autônomos em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e em Foz do Iguaçu, no Paraná. A iniciativa integra um plano de investimentos de aproximadamente R$ 28 milhões em transformação digital da infraestrutura de transmissão e conversão de energia, com previsão de levar o modelo a cerca de 150 ativos nos próximos quatro anos.

A tecnologia permite realizar operações BVLOS (Beyond Visual Line of Sight), nas quais os drones voam além do alcance visual dos operadores e podem ser controlados a partir de bases automatizadas. O objetivo é ampliar a capacidade de inspeção dos ativos e reduzir a exposição das equipes a atividades em áreas de alta tensão.

Drones combinam inspeção térmica e modelos digitais

As aeronaves utilizadas no projeto têm autonomia de até 50 minutos e são equipadas com câmeras térmicas de alta resolução e recursos de zoom. Os equipamentos também estão integrados aos Modelos Digitais das Subestações (BIM), permitindo associar as imagens coletadas às representações tridimensionais dos ativos.

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Após cada missão, os dados são descarregados automaticamente na base de solo. A combinação entre imagens, termografia e modelagem digital permite identificar anomalias estruturais e térmicas e apoiar as equipes de engenharia e manutenção na avaliação dos equipamentos.

A escolha dos dois primeiros ativos considerou a relevância operacional das instalações. Em Foz do Iguaçu, a subestação participa do intercâmbio de energia entre os submercados Sul e Sudeste. Em Jacarepaguá, o complexo atende áreas consideradas estratégicas para o suprimento elétrico da capital fluminense.

Automação reduz exposição das equipes

Além da análise preditiva de falhas, a aplicação dos drones busca automatizar rotinas de inspeção, inclusive em operações noturnas. A estratégia permite deslocar parte das atividades de campo para operações controladas remotamente, especialmente em tarefas que envolvem exposição a riscos operacionais.

O diretor do Centro de Excelência Digital da AXIA Energia, Lucas Pinz, relacionou o projeto à estratégia de digitalização dos ativos da companhia: “Essa iniciativa demonstra como a inovação e a tecnologia podem ser usadas para melhorar a eficiência e a segurança em atividades essenciais. O projeto faz parte de uma estratégia digital, que acompanha os ativos desde os estudos e a construção até as etapas de operação e manutenção, permitindo que informações geradas ao longo de toda a jornada acrescentem valor para a companhia.”

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Na frente de segurança operacional, o diretor da área na AXIA Energia, Mario Ellis, destacou a redução da exposição dos profissionais durante as inspeções: “Nosso objetivo é utilizar os drones telecomandados para tornar a operação mais segura aos nossos profissionais em campo. A ampliação desse projeto demonstra a capacidade da AXIA de transformar tecnologia em resultados concretos para o negócio. Ao adequar a rotina de inspeção às diferentes necessidades das subestações, reforçamos o compromisso da companhia com a segurança.”

Operação BVLOS exige adequação regulatória

A implantação do sistema também envolveu a adequação das operações ao regime BVLOS, que exige requisitos específicos para utilização de aeronaves remotamente pilotadas fora do alcance visual.

Segundo a companhia, o projeto demandou articulação técnica com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). O processo resultou na capacitação e certificação de seis operadores internos para o comando remoto das aeronaves.

A expansão para aproximadamente 150 ativos nos próximos quatro anos representa a próxima etapa do projeto. A estratégia coloca a inspeção automatizada como parte da digitalização do ciclo de operação e manutenção da infraestrutura de energia, combinando coleta de dados em campo, análise termográfica e modelos digitais dos ativos.

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