ONS eleva projeção de ENA no Sul para 222% e desacelera estimativa de expansão da carga em agosto

Revisão do PMO indica recuperação hidrológica expressiva no Sul, acomodação do armazenamento no Sudeste/Centro-Oeste e crescimento da demanda nacional ajustado para 4,1%.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou as projeções de Energia Natural Afluente (ENA) e armazenamento de energia para o encerramento do mês de agosto. O boletim semanal do Programa Mensal de Operação (PMO) indica um cenário de forte disparidade hidrológica no Sistema Interligado Nacional (SIN), impulsionado pela expressiva recuperação das bacias hidrográficas da Região Sul, cuja estimativa de afluência subiu de 183% para 222% da Média de Longo Termo (MLT).

O avanço das chuvas no Sul contrasta com a acomodação observada no principal reservatório de regularização do país. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste registrou um ligeiro recuo na projeção de ENA, ajustada de 95% para 91% da MLT. No Nordeste, a estimativa apresentou pequena revisão positiva, subindo de 60% para 63% da MLT, enquanto o subsistema Norte manteve-se estável em 64% da MLT.

Armazenamento equivalente e balanço dos subsistemas

As revisões nos aportes hídricos impactaram as estimativas de Energia Armazenada (EAR) previstas para 31 de agosto. O ONS calcula que a capacidade armazenada do Sudeste/Centro-Oeste encerre o mês em 60,3%, patamar ligeiramente inferior aos 61,1% projetados no relatório anterior.

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O subsistema Sul deve atingir 88,7% de EAR, consolidando uma confortável folga operacional na região. Já os reservatórios do Nordeste e do Norte têm expectativa de encerrar o período com 75,5% e 85,2% da capacidade máxima armazenada, respectivamente.

SubsistemaProjeção de ENA (% MLT)Armazenamento Estimado em 31/08 (% EARmáx)
Sudeste / Centro-Oeste91%60,3%
Sul222%88,7%
Nordeste63%75,5%
Norte64%85,2%

Ajuste no ritmo de expansão da carga nacional

No tocante ao consumo do SIN, o Operador promoveu um reajuste na curva de demanda esperada para agosto. A estimativa de expansão anual da carga passou de 4,8% para 4,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando uma média de 81.027 megawatts médios (MWmed).

A desaceleração pontual reflete variações de temperatura nas principais áreas de carga do país e o comportamento do consumo industrial e comercial, mantendo o sistema em patamar de atendimento seguro e sem restrições de oferta.

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