Ação simultânea em 22 cidades resulta na apreensão de mais de 1,3 tonelada de materiais elétricos e reforça a cooperação com órgãos de segurança pública para garantir a estabilidade do sistema.
O Grupo Equatorial deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a primeira edição de 2026 da Operação Equi-Cobre. A iniciativa, que possui caráter preventivo, educativo e de fiscalização, visa desarticular redes de furto e receptação de cabos de cobre e componentes da infraestrutura elétrica. A ofensiva foi realizada de forma simultânea nos sete estados onde a holding controla concessões de distribuição: Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul.
O balanço inicial da mobilização aponta para vistorias em 101 estabelecimentos distribuídos por 22 cidades. O esforço conjunto resultou na apreensão de 1.320,1 kg de materiais elétricos e na prisão de seis indivíduos envolvidos em atividades ilícitas.
Estratégia de segurança e continuidade do serviço
Mais do que a recuperação física dos ativos, a Operação Equi-Cobre foca no combate ao mercado ilegal que sustenta o comércio de materiais pertencentes às concessionárias. Para o setor elétrico, o furto de cabos é um desafio operacional crítico, pois impacta diretamente os indicadores de continuidade do fornecimento e coloca em risco a segurança de pedestres e técnicos da rede.
Para sustentar a integridade dos ativos, o Grupo Equatorial aposta no fortalecimento da parceria com as Secretarias de Segurança Pública, Polícias Civil e Militar, além das Guardas Civis Municipais.
O gerente de Segurança Empresarial do Grupo Equatorial, Johnathan Costa, enfatiza a relevância da operação para a estabilidade do atendimento aos consumidores: “Essa iniciativa contribui diretamente para a proteção da infraestrutura elétrica, reduz riscos à população e garante a continuidade do fornecimento de energia, reforçando o compromisso do Grupo Equatorial com a segurança, a eficiência operacional e a responsabilidade social”.
Histórico e impacto regional
Os números acumulados ao longo de 2025 demonstram a escala do problema enfrentado pelas distribuidoras. No ano anterior, as operações do Grupo recuperaram cerca de 20 transformadores e 184 postes desviados, resultando em 159 prisões.
A análise regional dos dados de 2025 revela nuances importantes para o planejamento da segurança patrimonial no setor:
- Rio Grande do Sul: Registrou o maior valor financeiro recuperado, somando R$ 930,8 mil e a reinstalação de 135 postes.
- Goiás: Liderou em volume de cabos recolhidos, com 36.608 kg, além de contabilizar 29 prisões.
- Pará e Piauí: Somaram, juntos, quase 11 toneladas de cabos recuperados, reforçando a vigilância intensa nessas áreas.
- Amapá: Embora não tenha registrado recuperação de cabos, apreendeu materiais diversos avaliados em R$ 7,5 mil.
Com a retomada das ações em 2026, o Grupo Equatorial reafirma a tolerância zero contra crimes que degradam a infraestrutura essencial, mantendo a vigilância sobre os ferros-velhos e pontos de comercialização de sucata que não comprovam a origem legal dos materiais.



