Plano prevê 12 novas unidades e expansão de outras 33 em seis estados e no DF; até 2030, grupo destinará R$ 50 bilhões às cinco distribuidoras
A Neoenergia investirá R$ 868 milhões em 2026 na construção de 12 subestações e na ampliação de outras 33 unidades em suas áreas de concessão. As obras alcançarão 57 municípios de Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, com previsão de beneficiar cerca de 1,7 milhão de clientes.
Até o momento, a companhia entregou três novas subestações e concluiu seis ampliações. As demais intervenções estão previstas para dezembro. O programa busca aumentar a capacidade da rede de distribuição e reforçar a confiabilidade do fornecimento diante do crescimento da demanda e de eventos climáticos extremos.
As obras integram um ciclo mais amplo de investimentos da companhia, que prevê aplicar R$ 50 bilhões nas cinco distribuidoras até 2030, com a entrega de 115 novas subestações e a ampliação de outras 162 unidades.
Bahia concentra maior volume de obras
A Neoenergia Coelba, distribuidora que atende a Bahia, concentrará a maior parcela das intervenções previstas para 2026, com seis novas subestações e 23 ampliações. Segundo a companhia, os reforços incluem áreas do litoral e do Oeste baiano, onde a infraestrutura deverá acompanhar demandas ligadas ao turismo e ao agronegócio.
As distribuidoras Neoenergia Pernambuco e Neoenergia Elektro, que atua em municípios de São Paulo e Mato Grosso do Sul, receberão duas novas subestações cada. Já a Neoenergia Brasília e a Neoenergia Cosern, responsável pela distribuição no Rio Grande do Norte, terão uma nova unidade cada.
Obras buscam reforçar resiliência da rede
Além de ampliar a capacidade de atendimento, a Neoenergia afirma que os projetos incorporam padrões construtivos e tecnológicos voltados à operação em condições climáticas adversas. As instalações também são integradas aos centros de operação das distribuidoras, permitindo monitoramento remoto e maior agilidade na recomposição do sistema em caso de ocorrências.
A estratégia busca preparar a rede para situações como calor intenso, secas e chuvas fortes, que podem elevar a demanda ou comprometer equipamentos e estruturas da distribuição. A efetividade desses reforços, porém, depende também de medidas complementares na rede e da capacidade de resposta operacional.
Ao comentar o programa, o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, relacionou os investimentos à expansão da demanda e à necessidade de manter a confiabilidade do serviço: “Nosso investimento em modernização e infraestrutura é contínuo e reflete o compromisso da Neoenergia com a oferta de um serviço cada vez melhor para nossos clientes. As novas entregas e as ampliações de subestações reforçam a potência e a confiabilidade do sistema, essenciais para enfrentar os eventos climáticos extremos, acompanhar o crescimento das cidades onde estamos presentes e impulsionar setores estratégicos da economia de cada região.”
Distribuição receberá R$ 50 bilhões até 2030
O plano de investimentos anunciado em maio prevê R$ 50 bilhões para as cinco distribuidoras do grupo até 2030. A maior parcela será destinada à Neoenergia Coelba, com R$ 25 bilhões, seguida pela Neoenergia Pernambuco, com R$ 9,7 bilhões, e pela Neoenergia Elektro, com R$ 8,2 bilhões.
A Neoenergia Cosern receberá R$ 4,1 bilhões, enquanto a Neoenergia Brasília contará com R$ 3,1 bilhões. Do montante total, 46% serão aplicados na ampliação da infraestrutura elétrica, 40% em modernização, digitalização e melhoria das redes e 14% em combate às perdas e infraestrutura de suporte à operação, incluindo sistemas, frotas e tecnologia da informação.
A previsão de construir 115 subestações e ampliar outras 162 até 2030 indica que o reforço da infraestrutura de distribuição será um dos principais eixos do ciclo de investimentos. A execução das obras deverá acompanhar o crescimento do consumo, a expansão urbana e as necessidades de atendimento das diferentes regiões de concessão.
Investimentos de 2025 somaram R$ 10,1 bilhões
Em 2025, a Neoenergia registrou investimentos de R$ 10,1 bilhões, valor recorde para a companhia, com a maior parte direcionada à distribuição. A empresa também informa que liderou os investimentos privados em infraestrutura no país nos quatro anos anteriores, com base em dados da Associação Brasileira da Infraestrutura de Base (Abdib).
A ampliação da rede de distribuição integra o esforço das concessionárias para atender ao aumento da demanda e modernizar ativos. Nesse contexto, subestações e reforços associados são componentes importantes para elevar a capacidade de transformação e distribuição de energia, embora a qualidade do fornecimento também dependa das condições dos circuitos, da manutenção e da operação do sistema.



