Complexo Solar Draco adiciona 505 MW à matriz e reforça protagonismo de Minas na energia solar

Com investimento de R$ 2,4 bilhões e conexão ao SIN em 500 kV, projeto em Arinos integra o Novo PAC e amplia a oferta de energia renovável no Brasil

O setor elétrico brasileiro ganhou um reforço relevante em janeiro com a entrada em operação comercial de nove usinas do Complexo Solar Draco, em Arinos (MG). O empreendimento soma 505 megawatts (MW) de capacidade instalada, integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e mobilizou investimentos superiores a R$ 2,4 bilhões.

O complexo é composto por 11 usinas fotovoltaicas, Draco Solar 1 a 10, com 48 MW cada, e Draco Solar 11, com 24 MW, totalizando 462 unidades geradoras. A energia produzida é suficiente para suprir o consumo de mais de 500 mil residências, ampliando a participação da geração solar na matriz elétrica brasileira.

Conexão ao SIN e infraestrutura de transmissão

O Complexo Solar Draco, controlado pela Atlas Renewable Energy, está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de uma subestação coletora e uma linha de transmissão de 500 kV, com aproximadamente 16 quilômetros de extensão, até a SE Arinos 2. A solução de escoamento em extra-alta tensão é um diferencial técnico que minimiza restrições operativas e reforça a confiabilidade sistêmica na região.

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Todas as usinas estão enquadradas no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), mecanismo que concede benefícios fiscais a projetos estratégicos e melhora a estrutura de capital dos empreendimentos de geração.

A previsão é que as usinas Draco Solar 2 e 3 iniciem operação comercial em abril, concluindo a implantação do complexo e consolidando a entrega integral dos 505 MW.

Energia solar e segurança do sistema elétrico

A expansão da geração solar fotovoltaica tem sido um dos vetores mais dinâmicos da transição energética no Brasil. O aumento da capacidade instalada contribui para diversificação da matriz, redução de emissões e reforço da segurança energética, especialmente em períodos de maior estresse hidrológico.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o caráter estratégico do empreendimento para o país. “Celebramos mais um passo decisivo na transição energética do Brasil. A entrada em operação das usinas do Complexo Solar Draco reafirma o compromisso do Governo do Brasil com uma matriz cada vez mais limpa, renovável e segura, ampliando a oferta de energia e fortalecendo a segurança do nosso sistema elétrico. Estamos consolidando o protagonismo brasileiro na geração solar e construindo, com planejamento e visão de futuro, um setor elétrico mais moderno, competitivo e sustentável, que gera desenvolvimento, emprego e oportunidades para a população”.

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A declaração reforça a estratégia de ampliar a geração renovável centralizada em paralelo ao crescimento da geração distribuída, fortalecendo a posição do Brasil como um dos mercados solares mais relevantes do mundo.

Novo PAC e desenvolvimento regional

O Complexo Solar Draco integra o eixo de Transição Energética do Novo PAC, que reúne 584 usinas no subeixo de geração de energia, das quais 388 já estão concluídas. A iniciativa busca acelerar investimentos em infraestrutura energética, reduzir desigualdades regionais e ampliar o acesso à energia.

Durante a fase de implantação, o empreendimento gerou cerca de 23.263 postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a economia local e regional em Minas Gerais. Projetos dessa magnitude têm efeito multiplicador relevante, movimentando cadeias produtivas de equipamentos, engenharia, logística e serviços.

Minas Gerais como polo de energia solar

Minas Gerais vem consolidando posição de destaque na geração solar, tanto em grandes usinas quanto em geração distribuída. A combinação de alto recurso solar, disponibilidade de áreas e infraestrutura de transmissão favorece a instalação de complexos fotovoltaicos de grande porte.

Com a conclusão integral do Complexo Solar Draco, o estado amplia sua contribuição para a matriz elétrica nacional e reforça a competitividade do Brasil no cenário global de energia renovável.

Em um contexto de crescimento da demanda por eletrificação, industrialização verde e novos vetores como hidrogênio de baixo carbono, projetos estruturantes como o Draco desempenham papel estratégico na sustentação de uma matriz limpa, segura e diversificada.

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