Jorrit Van Der Togt assume vaga de Brian Eggleston; mudança sinaliza foco em cultura organizacional e estratégia para acelerar a transição energética.
A Raízen anunciou nesta sexta-feira (30) uma movimentação estratégica em sua governança corporativa. Jorrit Jan Witte Van Der Togt foi indicado pela Shell Brazil Holding para ocupar a vaga de conselheiro efetivo, após a renúncia de Brian Paul Eggleston. A nomeação, aprovada pelo Conselho de Administração, traz para a mesa de decisões um executivo com mais de 30 anos de experiência global no grupo Shell.
A mudança ocorre em um momento em que a Raízen consolida sua expansão em biocombustíveis avançados e soluções de descarbonização, exigindo uma governança cada vez mais integrada às práticas globais de sustentabilidade.
Foco em Capital Humano e Estratégia de Transição
Diferente de perfis estritamente financeiros, a trajetória de Jorrit Van Der Togt é marcada pela gestão de capital humano em ambientes de alta complexidade. Atual vice-presidente executivo de RH para os negócios de Trading, Downstream e Renováveis da Shell, o executivo liderou processos de transformação organizacional que são vistos como cruciais para o atual momento da Raízen.
Com doutorado em Psicologia Social e mestrado em TI, Van Der Togt combina o entendimento de comportamento organizacional com a digitalização de processos. Para analistas do setor, sua chegada reforça a tese de que a transição energética da Raízen depende tanto da tecnologia quanto da capacidade de requalificação e adaptação de sua força de trabalho a novos modelos de negócios renováveis.
Próximos Passos na Governança
O novo conselheiro, que também integra os conselhos da Shell na Alemanha, terá seu mandato válido até a próxima Assembleia Geral da companhia, quando a eleição deverá ser ratificada pelos acionistas.
Embora a troca seja uma movimentação natural de cadeiras entre os sócios controladores (Cosan e Shell), a escolha de um perfil tão ligado à área de “People & Strategy” indica que a Raízen deve intensificar seus esforços em ESG e inovação corporativa, preparando a estrutura interna para os desafios da economia de baixo carbono até 2050.



