Descoberta Colinas passa a integrar portfólio de ativos comerciais da companhia e reforça estratégia de integração entre produção de gás e geração termelétrica
A ENEVA deu mais um passo relevante em sua estratégia de consolidação como uma das principais produtoras independentes de gás natural onshore do Brasil. A companhia informou ao mercado, nesta terça-feira (21), que apresentou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a Declaração de Comercialidade da Descoberta de Colinas, localizada nos blocos PN-T-102A e PN-T-103, na Bacia do Parnaíba, no Maranhão.
Com o pedido, a empresa também solicitou que a acumulação receba oficialmente o nome de Gaviãozinho, passando a ser reconhecida como campo de produção após a aprovação do Plano de Desenvolvimento pela ANP. A medida marca a 13ª área declarada comercial pela ENEVA na Bacia do Parnaíba, principal polo de exploração e produção de gás natural da companhia.
Gaviãozinho reforça portfólio de gás da ENEVA no Nordeste
A Bacia do Parnaíba é considerada estratégica para o modelo de negócios da ENEVA, baseado na integração entre produção própria de gás natural e geração termelétrica, o chamado modelo “reservoir-to-wire”, no qual o combustível é direcionado diretamente às usinas do grupo.
A nova declaração de comercialidade amplia a base de recursos da companhia em uma região onde já operam diversos campos produtores, responsáveis por abastecer o Complexo Parnaíba, que soma mais de 1,8 GW de capacidade instalada em termelétricas.
Segundo comunicado ao mercado, a área de Gaviãozinho passou por um amplo programa exploratório e de avaliação, que incluiu 877,5 quilômetros de linhas sísmicas 2D e a perfuração de sete poços dentro do perímetro técnico conhecido como ring fence.
Detalhes técnicos da descoberta
O poço que confirmou a descoberta foi o 1-ENV-44-MA, considerado o poço descobridor da acumulação. Na sequência, foram perfurados outros seis poços de delimitação e avaliação: 1-ENV-42-MA, 3-ENV-53-MA, 4-ENV-55-MA, 3-ENV56A-MA e 3-ENV-59-MA.
Com base nos dados geológicos e geofísicos coletados, a ENEVA estima que o volume total de gás natural in place (VGIP) da acumulação de Gaviãozinho esteja entre:
- 2,23 bilhões de metros cúbicos (P90),
- 3,00 bilhões de metros cúbicos (P50),
- 3,98 bilhões de metros cúbicos (P10).
Esses intervalos seguem a metodologia padrão da indústria de óleo e gás, na qual os percentis P90, P50 e P10 indicam cenários conservador, provável e otimista, respectivamente, para os volumes recuperáveis.
Próximo passo: Plano de Desenvolvimento à ANP
Com a entrega da Declaração de Comercialidade, a companhia inicia agora a fase regulatória seguinte do projeto. De acordo com a legislação do setor, a ENEVA tem até 180 dias para apresentar à ANP o Plano de Desenvolvimento do campo, documento que detalha como se dará a produção, infraestrutura, cronograma, investimentos e estratégias de escoamento do gás.
Somente após a aprovação desse plano é que a área passa oficialmente a ser denominada “Campo de Gaviãozinho”, liberando a empresa para iniciar a fase de desenvolvimento e produção comercial.
Impacto estratégico para a ENEVA e para o mercado de gás
A nova descoberta ocorre em um momento de transformação estrutural do mercado brasileiro de gás natural, impulsionado pela agenda de abertura do setor, pela implementação da Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021) e pelo crescimento da demanda térmica como suporte à expansão das fontes renováveis intermitentes.
Para a ENEVA, a ampliação do portfólio onshore no Parnaíba fortalece a previsibilidade de suprimento para suas usinas e reduz a exposição a riscos de oferta, além de aumentar o valor econômico de suas reservas.
Do ponto de vista sistêmico, projetos como Gaviãozinho contribuem para:
- A interiorização da produção de gás natural no Brasil;
- A redução da dependência de gás importado;
- O aumento da segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN);
- A criação de novos polos de desenvolvimento econômico no Nordeste.
Com 13 campos já declarados comerciais apenas na Bacia do Parnaíba, a ENEVA consolida sua posição como uma das empresas mais ativas em E&P onshore no país, em um segmento que volta a ganhar protagonismo na transição energética brasileira.



