A Nova Era da “Inteligência Energética”: Schneider Electric Projeta em Davos o Futuro da IA nos Sistemas de Energia

No Fórum Econômico Mundial 2026, gigante global reforça que tecnologia e demanda elétrica são agora indissociáveis; companhia lança acelerador de transição energética em parceria com a EDP

O Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos, consolidou-se em 2026 como o epicentro de uma discussão inevitável para o setor elétrico: a simbiose entre o processamento de dados em larga escala e a infraestrutura de energia. Liderando essa narrativa, a Schneider Electric utilizou o palco suíço para defender que a eficiência operacional não é mais apenas uma meta ambiental, mas o pré-requisito para a viabilidade da revolução digital em curso.

A delegação da companhia, sob o comando do CEO global Olivier Blum, apresentou uma visão onde a eletrificação e a digitalização se fundem para criar o que chamam de “ecossistemas integrados”. O diagnóstico é claro: o crescimento exponencial da Inteligência Artificial (IA) exige uma infraestrutura de suporte capaz de responder em tempo real a uma demanda de carga sem precedentes.

O Binômio IA-Energia como Vetor de Negócios

A tese defendida em Davos aponta que a competitividade das empresas nos próximos anos dependerá diretamente da sua capacidade de gerir a energia com o mesmo nível de sofisticação com que gerem seus dados. Ao contextualizar o atual momento de transformação da indústria global, Olivier Blum, CEO global da Schneider Electric, destacou a dependência mútua entre o avanço tecnológico e a base energética.

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“É claro que entramos em uma nova era em que a inteligência artificial (IA) e a energia são inseparáveis e, juntas, irão remodelar todos os negócios. A IA exige computação, e a computação exige energia. É por isso que o mundo precisa de maior inteligência energética. Clientes de todos os setores enfrentam o mesmo desafio, a mesma oportunidade: usar a energia de forma eficiente. Como parceiro em tecnologia de energia, nós eletrificamos, automatizamos e digitalizamos todos os setores, negócios e lares, impulsionando eficiência e sustentabilidade para todos. E não apenas conectamos sistemas; criamos ecossistemas em que IA, dados e pessoas trabalham juntos de forma integrada. Vamos aproveitar a oportunidade em Davos para avançarmos juntos na tecnologia de energia.”

Reconhecimento em IA e Manufatura Avançada

A participação da Schneider em Davos também foi marcada por conquistas práticas que validam sua estratégia de inovação. A empresa foi reconhecida nas turmas 1 e 2 do programa MINDS (soluções Significativas, Inteligentes, Inovadoras e Implementáveis), uma iniciativa do WEF que premia aplicações de IA com impacto real na descarbonização. Entre as soluções laureadas estão o EcoStruxure Microgrid Advisor, que utiliza algoritmos preditivos para gerir microrredes, e o Snaplogic Touchscreen Room Controller.

No campo da manufatura, a fábrica da Schneider em Wuhan, na China, recebeu o título de Lighthouse, marcando a 9ª distinção deste tipo para o grupo. O diferencial deste ano foi o reconhecimento na categoria de “Talentos”, focada em modelos de força de trabalho preparados para o futuro, reforçando que a automação e a resiliência industrial dependem de uma requalificação profunda do capital humano.

Alianças Estratégicas: EDP e Bloomberg New Economy

A agenda de Davos também serviu de palco para o lançamento do EDGE Transition, um acelerador global desenvolvido em parceria com a EDP. O programa visa apoiar empreendedores sociais que entregam soluções de energia limpa em comunidades vulneráveis, utilizando capital tolerante ao risco e mentoria técnica para acelerar a eletrificação global de forma equitativa.

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Simultaneamente, o braço de gestão de energia da companhia buscou consolidar coalizões de alto nível. Frédéric Godemel, EVP de Energy Management da Schneider Electric, liderou discussões no âmbito da Bloomberg New Economy Energy Technology Coalition. O objetivo do grupo é acelerar a adoção de tecnologias que tornem o consumo elétrico não apenas eficiente, mas “responsivo”, uma característica vital em um mercado que caminha para a descentralização e para o uso intensivo de fontes renováveis intermitentes.

Perspectivas para o Setor Elétrico

O balanço da participação da Schneider Electric em Davos reforça um roadmap para os gestores do setor elétrico: a automação e a digitalização não são mais “periféricas” à gestão de ativos. Em um cenário onde a demanda global por eletricidade é pressionada pela infraestrutura de data centers e pela eletrificação da indústria, a “inteligência energética” torna-se o principal ativo para garantir a resiliência dos sistemas e a rentabilidade dos negócios.

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