Energia por assinatura avança no varejo farmacêutico e amplia ganhos de eficiência para redes regionais

Prime Energy expande contrato com a DrogaVen para 26 unidades e consolida modelo baseado em geração solar distribuída na área de concessão da CPFL Paulista

A consolidação de modelos alternativos de contratação de energia elétrica no Brasil tem encontrado terreno fértil no varejo, especialmente em segmentos com operação contínua e margens pressionadas por custos fixos elevados. É nesse contexto que a Prime Energy anunciou a ampliação do contrato de energia por assinatura com a DrogaVen, rede varejista do setor farmacêutico com atuação no interior de São Paulo. O acordo passa a atender 26 unidades da rede, dentro de um universo total de 49 lojas, localizadas nos municípios de Araraquara, Ibitinga, Matão e Taquaritinga, todos sob concessão da CPFL Paulista.

A expansão do contrato reforça o avanço da geração distribuída como instrumento de redução de custos, previsibilidade orçamentária e mitigação de riscos tarifários para consumidores empresariais que ainda não migraram para o mercado livre de energia. No caso da DrogaVen, a expectativa é de uma economia média mensal entre 15% e 18%, variando conforme o perfil de consumo de cada unidade e a sazonalidade do mercado.

Modelo de assinatura ganha escala sem obras ou mudanças estruturais

O modelo de energia por assinatura adotado pela Prime Energy é estruturado a partir da geração distribuída, com créditos de energia provenientes de usinas solares fotovoltaicas. Na prática, as lojas contratam uma fração da energia gerada por esses ativos e recebem a compensação diretamente na fatura emitida pela distribuidora, sem a necessidade de investimentos em obras, equipamentos ou alterações na infraestrutura elétrica das unidades consumidoras.

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Esse formato tem se mostrado particularmente atrativo para redes varejistas regionais, que buscam soluções rápidas e de baixo risco para reduzir custos operacionais. Desde o início da contratação, as 26 lojas da DrogaVen já acumulam aproximadamente R$ 30 mil em economia, um resultado que tende a crescer ao longo da vigência contratual.

Perfil de consumo do setor farmacêutico favorece soluções de previsibilidade

De acordo com a Prime Energy, o setor farmacêutico apresenta características específicas que tornam a gestão do consumo de energia um desafio recorrente. Operação em horário estendido, funcionamento contínuo, alta demanda por climatização e iluminação adequada são fatores que elevam o consumo e expõem as empresas à volatilidade tarifária.

Ao comentar o avanço da parceria, a CEO da Prime Energy, Ana Lia Ferrero, contextualiza o racional por trás da solução. “O setor farmacêutico tem particularidades importantes no consumo de energia. Nosso papel é estruturar soluções que ofereçam previsibilidade e redução de custos para esse perfil de operação. A ampliação da parceria com a DrogaVen reforça como o modelo de energia por assinatura pode ser aplicado de forma consistente no varejo”, afirma.

A fala destaca um dos principais diferenciais do modelo: a capacidade de oferecer estabilidade de custos em um ambiente marcado por reajustes tarifários frequentes, bandeiras tarifárias e pressões conjunturais sobre o setor elétrico.

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Decisão estratégica baseada em desempenho e suporte técnico

Na visão da DrogaVen, a decisão de ampliar o contrato está diretamente relacionada aos resultados obtidos desde o início da parceria e ao suporte oferecido pela Prime Energy. Segundo o diretor da rede, Mateus Antonio Estrella, o desempenho financeiro e a estrutura contratual foram determinantes para a expansão do modelo dentro da empresa. “Os resultados e a estrutura contratada foram fatores importantes para avançarmos com esse modelo. A solução contribui diretamente para a redução de custos e para a modernização das nossas operações”, afirma.

Atualmente, a DrogaVen mantém 13 contratos de energia por assinatura vigentes com a Prime Energy, o que permite uma ampliação gradual e controlada do modelo, alinhada à estratégia financeira e operacional da rede.

Energia por assinatura como alternativa ao mercado livre

Embora o mercado livre de energia avance no Brasil, com abertura gradual prevista para consumidores de menor porte nos próximos anos, a energia por assinatura surge como uma alternativa intermediária relevante. O modelo permite que empresas de pequeno e médio porte tenham acesso aos benefícios da energia renovável e a custos mais competitivos, sem a complexidade regulatória e operacional associada à migração para o ambiente de contratação livre.

Nesse sentido, a expansão do contrato entre Prime Energy e DrogaVen reflete uma tendência mais ampla do mercado: a busca por soluções híbridas, capazes de combinar simplicidade, economia e alinhamento com práticas de sustentabilidade.

Escala e capilaridade fortalecem modelo no país

A Prime Energy atua como comercializadora de energia e é fornecedora exclusiva das soluções da Shell Energy no Brasil para consumidores empresariais. Atualmente, mais de 40 mil consumidores são atendidos pelas soluções oferecidas pela companhia, em contratos que abrangem empresas dos setores de varejo, serviços, indústria e agronegócio.

Esse volume confere escala ao modelo de energia por assinatura e amplia sua capilaridade, especialmente em regiões atendidas por grandes distribuidoras como a CPFL Paulista. Para o setor elétrico, o crescimento dessas soluções também contribui para a expansão da geração distribuída solar, com impactos positivos na diversificação da matriz e na redução de emissões.

Eficiência energética e sustentabilidade no centro da estratégia

Além da redução de custos, a adoção da energia por assinatura baseada em fontes solares reforça o compromisso das empresas com práticas sustentáveis. Para redes varejistas como a DrogaVen, a associação entre eficiência econômica e menor impacto ambiental passa a integrar a estratégia de modernização das operações, em sintonia com as expectativas de consumidores e investidores.

Com a ampliação do contrato, Prime Energy e DrogaVen reforçam o papel da geração distribuída como vetor de transformação no consumo de energia do varejo brasileiro, apontando caminhos concretos para eficiência, previsibilidade e competitividade em um setor cada vez mais pressionado por custos e exigências operacionais.

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