ENGIE seleciona cinco projetos no Nordeste para fomentar conservação da água e fortalecer ações socioambientais locais

Iniciativa contemplará municípios da Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte; edital anual reforça estratégia de sustentabilidade e gestão hídrica da companhia

A ENGIE Brasil Energia selecionou cinco projetos no Nordeste para receber apoio financeiro e técnico por meio do 1º Edital de Uso e Conservação da Água, iniciativa lançada este ano com foco em soluções locais de proteção de corpos hídricos, manejo de recursos naturais e promoção de resiliência hídrica em comunidades vulneráveis. As ações ocorrerão em municípios da Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte.

Foram 31 projetos inscritos na primeira edição e cinco vencedores, que receberão R$ 15 mil cada, totalizando R$ 75 mil em investimentos. Segundo a companhia, o edital tem caráter anual e deve ganhar novas modalidades em 2026, ampliando o escopo para outras regiões onde a ENGIE mantém operações de geração, transmissão e comercialização de energia.

Gestão hídrica ganha espaço na agenda ESG do setor elétrico

Em um cenário de crescente preocupação com a disponibilidade de recursos hídricos e impactos ambientais sobre ecossistemas locais, a ENGIE tem reforçado sua estratégia de sustentabilidade com iniciativas voltadas à proteção de nascentes, manejo de água da chuva, reuso e conservação de bacias hidrográficas.

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Ao comentar a iniciativa, a diretora de Sustentabilidade da ENGIE Brasil Energia, Thais Soares, ressalta que o projeto é um reflexo do alinhamento da empresa com suas diretrizes de responsabilidade socioambiental.

“A água é um recurso essencial para a vida e para o desenvolvimento das comunidades. Ao apoiar iniciativas locais de conservação, reforçamos nosso compromisso em promover práticas sustentáveis que unem inovação, responsabilidade social e cuidado com o meio ambiente. Esses projetos demonstram que, quando somamos esforços, conseguimos transformar realidades e garantir um futuro mais resiliente para todos”, ressalta Soares.

Segundo especialistas em governança ambiental, programas de apoio a pequenos projetos comunitários têm ganhado destaque no setor elétrico por combinarem impacto local, baixo custo e capacidade de replicação.

Cinco iniciativas selecionadas abrangem erosão, nascentes, reuso e água da chuva

Os projetos vencedores representam diferentes frentes de ação relacionadas à conservação de recursos hídricos. Entre eles:

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  • Bahia
    • Projeto “Barreiras Verdes”: Focado no controle de processos erosivos em áreas de corpos hídricos, o projeto será implementado nos municípios de Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Gentio do Ouro, Sento Sé e Umburanas. A proposta busca reduzir assoreamentos e melhorar a qualidade da água, com potencial de replicação em outras bacias.
    • Projeto “Do Céu à Torneira”: Localizado em Umburanas, o projeto promove o aproveitamento da água da chuva por meio de sistemas de captação e armazenamento, fortalecendo a segurança hídrica em regiões semiáridas.
  • Ceará
    • Projeto “Corredores Hídricos do Litoral Cearense”: Voltado para proteção e recuperação de nascentes nos municípios de Aquiraz e Trairi, o projeto integra ações de revegetação, manejo de solo e educação ambiental.
  • Rio Grande do Norte
    • Projeto “Projeto + Verde”: Iniciativa para proteção e recuperação de nascentes no município de Açu, com foco em restauração ecológica e mobilização comunitária.
    • Projeto “Reuso Rural”: Também no município de Açu, o projeto incentiva o reuso de água para fins agrícolas e domésticos, reduzindo pressão sobre mananciais locais.

Impacto social e replicabilidade como direcionadores estratégicos

A gerente de Responsabilidade Social da ENGIE Brasil Energia, Luciane Pedro, destaca que o edital foi estruturado para atrair projetos com alto potencial de impacto social. “Essa primeira edição do edital tem um papel social muito forte. Ao estimular projetos replicáveis, reforçamos nosso propósito de construir soluções que ultrapassam fronteiras e geram impacto positivo nos ecossistemas e na vida das pessoas”, destaca Luciane.

A empresa aponta que a replicabilidade é um dos critérios centrais do edital. A ideia é permitir que comunidades e organizações consigam ampliar o alcance das práticas, utilizando ferramentas, capacitações e metodologias acessíveis.

A gerente de Meio Ambiente da ENGIE Brasil Energia, Karen Schroder, afirma que o edital é um instrumento fundamental para potencializar a atuação estratégica da empresa. “A iniciativa representa uma oportunidade concreta para que iniciativas locais ganhem força e contribuam diretamente para melhorar a qualidade ambiental dos territórios onde estamos presentes.”

ENGIE reforça estratégia socioambiental em expansão no Brasil

A ENGIE é um dos maiores players privados de geração renovável no país, com presença crescente no Nordeste por meio de parques eólicos e solares. Nos últimos anos, a companhia vem ampliando iniciativas de biodiversidade, compensação ambiental e convivência com comunidades locais.

A criação do edital ocorre em um contexto no qual grandes operadoras do setor elétrico têm buscado consolidar programas de impacto social integrados a suas operações, alinhados a compromissos públicos de ESG, mitigação climática e gestão hídrica.

Com a seleção dos projetos, a ENGIE pretende acompanhar indicadores ambientais e sociais das iniciativas ao longo do próximo ano, gerando insumos para versões futuras do edital e ampliando a rede de parceiros locais.

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