Acre, Rondônia e Alagoas lideram ranking dos estados mais baratos para instalar energia solar, aponta Solfácil

Preço médio nacional fica em R$ 2,49/Wp e payback inferior a três anos reforça competitividade do mercado fotovoltaico residencial

O mercado de geração distribuída segue avançando no país com forte atratividade econômica para consumidores residenciais e pequenos negócios. Um novo levantamento da Solfácil revela que instalar um sistema de energia solar continua sendo um dos investimentos mais competitivos do setor elétrico, especialmente em estados do Norte e do Nordeste, onde o custo por watt-pico (Wp) está entre os mais baixos do Brasil.

Segundo a análise da empresa, o preço médio nacional ficou em R$ 2,49/Wp no terceiro trimestre, valor que mantém a tecnologia em patamar acessível e que reforça a tendência de democratização da energia solar residencial. O estudo mostra ainda que, nos estados com menor custo de instalação, o payback médio, o tempo de retorno do investimento, está abaixo de três anos, um dos melhores indicadores do mundo para sistemas fotovoltaicos de pequeno porte.

Mercado permanece aquecido com preços inferiores aos de 12 meses atrás

De acordo com a avaliação da Solfácil, o comportamento dos preços demonstra que o setor continua altamente competitivo, mesmo após o período de expansão acelerada dos últimos anos. A combinação de queda nos custos de componentes, aumento da oferta global de equipamentos e maior eficiência logística no Brasil contribuiu para manter o investimento atrativo para consumidores finais.

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O CEO e fundador da Solfácil, Fabio Carrara, analisa o mercado e destaca que o Brasil vivencia um momento singular, caracterizado pela elevada atratividade da energia solar. Ele ressalta que a velocidade de retorno do investimento se mantém notavelmente superior ao cenário global.

“O mercado de energia solar continua muito favorável para quem deseja investir. Os preços ainda estão abaixo dos níveis de 12 meses atrás. No Brasil, os sistemas fotovoltaicos são extremamente acessíveis, com payback inferior a três anos. Nenhum outro mercado no mundo oferece um retorno tão rápido”, afirma Carrara.

A análise reforça o Brasil como um dos ambientes mais competitivos globalmente para a geração distribuída, em especial pela combinação entre irradiação elevada, tarifas residenciais crescentes e políticas de incentivo que mantêm previsibilidade no modelo regulatório.

Norte e Nordeste consolidam liderança entre os preços mais baixos

O levantamento aponta que a maior parte dos estados com menor custo médio de instalação está concentrada nas regiões Norte e Nordeste. Esses mercados se destacam não apenas pela queda recente nos preços, mas também pelo ritmo intenso de adoção da tecnologia nos últimos anos, impulsionado por oferta competitiva de integradores e pela maior acessibilidade do crédito solar.

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De acordo com a Solfácil, os dez estados mais baratos para instalação residencial no terceiro trimestre foram:

  1. Acre – R$ 2,14/Wp
  2. Rondônia – R$ 2,18/Wp
  3. Alagoas – R$ 2,30/Wp
  4. Mato Grosso – R$ 2,31/Wp
  5. Mato Grosso do Sul – R$ 2,32/Wp
  6. Paraíba – R$ 2,35/Wp
  7. Piauí – R$ 2,36/Wp
  8. Amazonas – R$ 2,37/Wp
  9. Rio Grande do Norte – R$ 2,40/Wp
  10. Amapá – R$ 2,42/Wp

Os estados do Acre, Rondônia e Alagoas lideram o ranking, com valores entre R$ 2,14 e R$ 2,30/Wp, até 14% abaixo da média nacional. A competitividade nesses mercados tem atraído integradores, varejistas e consumidores, ampliando o volume de instalações residenciais e fortalecendo ecossistemas locais de geração distribuída.

Payback inferior a três anos reforça vantagem da geração distribuída

O retorno acelerado do investimento é um dos fatores mais relevantes para o avanço da energia solar no país. Em estados com tarifas mais altas ou estrutura tarifária propícia para compensação de créditos, consumidores conseguem recuperar o capital investido em cerca de 36 meses.

Esse retorno curto é resultado da queda no custo dos sistemas, aliado à continuidade da alta das tarifas residenciais, ao aumento da eficiência dos equipamentos e ao amadurecimento do mercado de financiamento solar, elementos que reforçam a consolidação da tecnologia entre consumidores de baixa tensão.

Além disso, o panorama regulatório trazido pela Lei 14.300 e pelo atual modelo de compensação de energia mantém estabilidade para investimentos de pequeno porte, permitindo que integradores e consumidores tenham previsibilidade econômica no longo prazo.

Perspectivas para 2026: preços devem permanecer competitivos

Especialistas do setor avaliam que a tendência de preços baixos deve se manter em 2026 devido ao aumento da capacidade produtiva global de painéis, à competição entre integradores no Brasil e à expansão de linhas de crédito dedicadas. Com isso, estados que já figuram entre os mais baratos podem atrair ainda mais projetos, enquanto regiões com custos médios mais elevados tendem a registrar redução gradual ao longo dos próximos trimestres.

Para as empresas integradoras, a perspectiva é de crescimento contínuo no mercado residencial, com aumento da demanda por sistemas híbridos, soluções com armazenamento e avanços em inversores inteligentes, todos elementos que podem beneficiar consumidores que buscam autonomia energética e economia.

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