ANA ganha novos diretores e reforça papel estratégico na gestão da água e do saneamento no Brasil

Com quatro mulheres entre cinco cadeiras, diretoria colegiada da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico inicia novo ciclo de liderança para fortalecer segurança hídrica, saneamento e sustentabilidade

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) inicia uma nova fase de gestão com a posse de três novos diretores: Larissa Rego, Cristiane Battiston e Leonardo Silva, em cerimônia realizada em Brasília no dia 1º de outubro. A nomeação marca um avanço na representatividade feminina, já que a Diretoria Colegiada passa a ter maioria de mulheres: quatro das cinco cadeiras são ocupadas por diretoras.

Vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a ANA desempenha papel central na regulação do uso da água e no saneamento básico, assegurando a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e tomando decisões que impactam diretamente a economia, o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

O papel estratégico da ANA na segurança hídrica

Durante a solenidade, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou o papel essencial da agência diante dos desafios crescentes relacionados à água no Brasil.

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“A água deve ser vista sob diferentes perspectivas: como motor do desenvolvimento, como elemento central da segurança hídrica e também sob o olhar dos desastres que enfrentamos diariamente, seja pela escassez ou pelo acesso inadequado. Precisamos consolidar uma verdadeira cultura do risco, aprendendo a lidar e a gerir riscos de forma preventiva. E isso só é possível com o fortalecimento de instituições estratégicas, como a ANA”, afirmou o ministro.

Compromisso com gestão eficiente e transparente

A diretora-presidente da ANA, Veronica Sanches, deu boas-vindas aos novos integrantes e reforçou o compromisso da instituição com práticas modernas de gestão.

“Esta posse representa não apenas o início de novos mandatos, mas também a renovação do compromisso com uma gestão eficiente, responsável e transparente em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país: os recursos hídricos e o saneamento básico”, declarou.

Esse compromisso é especialmente relevante diante do aumento da pressão sobre os recursos hídricos, intensificado pelas mudanças climáticas, pela urbanização acelerada e pela crescente demanda por saneamento básico de qualidade.

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Novos diretores e suas prioridades

Os recém-empossados assumem suas funções com mandatos de cinco anos, conforme a Lei nº 13.848/2019, que rege a atuação das agências reguladoras federais, sem possibilidade de recondução. Cada um destacou sua visão para o futuro da gestão hídrica e do saneamento no Brasil.

A diretora Cristiane Battiston ressaltou o impacto social direto da atuação da agência. “Nosso trabalho se reflete em cada criança que deixa de adoecer por falta de água ou por consumo de água contaminada, em cada rio que volta a ter peixes e em cada cidade que cresce de forma sustentável. Por meio da gestão eficiente da água, do monitoramento e dos alertas, a ANA contribui para proteger vidas, fortalecer atividades econômicas e garantir desenvolvimento para o Brasil.”

Já o diretor Leonardo Silva destacou a importância do acesso à água e ao saneamento como instrumentos de justiça social. “A Agência tem um papel decisivo na vida de milhões de brasileiros. Agro e saneamento não são apenas serviços, são direitos fundamentais e pilares do desenvolvimento humano. Nosso desafio é enorme, mas inspirador: transformar a gestão da água e do saneamento em alavancas para reduzir desigualdades e ampliar a dignidade da população.”

Por sua vez, a diretora Larissa Rego enfatizou a necessidade de ampliar o diálogo e as parcerias institucionais. “O fortalecimento das parcerias institucionais é essencial. Conselhos de recursos hídricos, comitês de bacias, órgãos gestores estaduais, entidades reguladoras e setores como agricultura, indústria, energia e turismo precisam caminhar juntos. É dessa construção coletiva que surgem soluções mais eficientes de alocação da água, fundamentais para a economia, para a sustentabilidade e para o enfrentamento das mudanças climáticas.”

Atribuições da diretoria colegiada da ANA

Entre as funções da Diretoria Colegiada da ANA, estão:

  • Aprovar normas relacionadas à regulação do uso da água;
  • Definir condições de operação de reservatórios;
  • Deliberar sobre a segurança de barragens;
  • Declarar corpos hídricos em regime de racionamento preventivo.

Essas atribuições tornam a agência peça-chave no equilíbrio entre desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e justiça social, garantindo que a água — recurso cada vez mais estratégico — seja utilizada de forma sustentável e eficiente.

Desafios e perspectivas

A ampliação do saneamento básico, a preservação de mananciais, a prevenção de desastres climáticos e a redução de desigualdades no acesso à água estão entre os maiores desafios da ANA. A nova composição da diretoria indica um esforço renovado para alinhar a gestão da água às metas de desenvolvimento sustentável do país e aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Ao reunir experiência técnica, representatividade e compromisso público, a agência reforça sua posição como guardiã da segurança hídrica e reguladora fundamental do saneamento no território nacional.

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