Marco histórico fortalece transição energética da companhia e reduz impactos do escopo 2 em suas operações
A Arcos Dorados, maior franqueadora McDonald’s do mundo, registrou um marco histórico ao alcançar 96% de uso de fontes renováveis no consumo de energia de seus restaurantes próprios no Brasil, segundo dados divulgados pela companhia.
A conquista faz parte da plataforma estratégica Receita do Futuro, que guia as ações ESG da empresa, e representa uma redução significativa das emissões de escopo 2, que agora correspondem apenas a 0,01% das emissões totais da companhia no país.
Integração de energia limpa em operações desafiadoras
O avanço reflete a superação de desafios típicos de operações em centros comerciais, onde a gestão direta de energia não é possível. Em 2024, um levantamento apontou que 90% dos mais de 230 restaurantes McDonald’s em shoppings já operam com energia renovável proveniente do Mercado Livre.
Para consolidar esses resultados na matriz energética da empresa, a Arcos Dorados adquiriu certificados I-REC, que hoje correspondem a 24,1% do consumo total de energia.
Além disso, mais de 600 restaurantes próprios já estão integrados ao Mercado Livre de Energia e à Geração Distribuída, abrangendo 84% das unidades operadas diretamente pela companhia no Brasil.
Compromisso com descarbonização e ODS 7
A adoção de soluções energéticas de menor impacto ambiental reforça o compromisso da companhia com uma economia de baixo carbono e contribui diretamente para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7, que incentiva a expansão do uso de fontes renováveis e a promoção da transição energética.
Segundo Rogério Barreira, Presidente da Divisão Brasil da Arcos Dorados. “Acreditamos que a transição para um modelo mais sustentável passa por ações concretas e consistentes em toda a nossa operação. Alcançar o marco de 96% de uso de energia limpa em nossos restaurantes é um avanço importante na nossa agenda de mitigação de emissões, e seguiremos investindo em soluções inovadoras que impactem positivamente o meio ambiente. Como líderes do setor, temos consciência da nossa responsabilidade em gerar valor para a sociedade e impulsionar transformações positivas em toda a cadeia.”
A meta da Arcos Dorados é reduzir 36% das emissões diretas de gases de efeito estufa (GEE) e 31% das emissões totais em toda a cadeia de valor até 2030, tendo como referência os níveis registrados em 2021.
Estratégia integrada e inovação financeira
Marie Tarrisse, Gerente Sênior de Sustentabilidade da Divisão Brasil, destacou a integração entre metas ambientais e instrumentos financeiros.
“O investimento contínuo em energia limpa reforça nossa jornada rumo a uma operação mais sustentável e alinhada às metas globais de enfrentamento à crise climática. Em 2022, fomos pioneiros no setor ao emitir nosso primeiro Sustainability-Linked Bond, atrelando metas ambientais a um instrumento financeiro e vinculando toda a remuneração variável às emissões. Esses avanços, integrados à plataforma Receita do Futuro, refletem uma estratégia coletiva para deixar um legado positivo.”
O uso de energia renovável nos restaurantes próprios não apenas reduz os impactos ambientais, mas também posiciona a empresa como referência em práticas sustentáveis no setor de alimentação e varejo.
Impacto e perspectivas para o setor
O marco alcançado pela Arcos Dorados sinaliza tendências importantes para o mercado corporativo brasileiro:
- A transição para energia renovável pode ser implementada mesmo em operações distribuídas e em centros comerciais;
- Certificados de energia limpa, como I-REC, são instrumentos estratégicos para consolidar metas ESG;
- A geração distribuída e a adesão ao Mercado Livre de Energia são fundamentais para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional;
- Integração de metas ambientais com instrumentos financeiros, como Sustainability-Linked Bonds, fortalece governança corporativa e alinhamento com investidores.
Especialistas do setor destacam que iniciativas corporativas desse porte contribuem para fortalecer a matriz elétrica limpa brasileira, reduzir dependência de fontes fósseis e incentivar novas soluções tecnológicas no mercado de energia renovável.



