SPIC Brasil amplia inventário de emissões e reforça governança de dados de sustentabilidade

Companhia inclui Escopo 3, recebe quarto Selo Ouro do GHG Protocol e fortalece base para metas de descarbonização

A SPIC Brasil, uma das principais empresas de geração de energia do país, avançou significativamente na gestão de sustentabilidade corporativa ao expandir seu inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) para incluir, pela primeira vez, o Escopo 3. Este escopo contempla emissões indiretas geradas ao longo da cadeia de valor, como as provenientes de fornecedores, transporte, uso de produtos e deslocamento de colaboradores, oferecendo uma visão mais completa da pegada de carbono da companhia.

Essa evolução na governança de dados resultou na conquista do Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG) pelo quarto ano consecutivo. O reconhecimento destaca a precisão, consistência e confiabilidade dos dados reportados, essenciais para a definição de metas de redução de emissões e adesão a padrões internacionais de mitigação de mudanças climáticas.

O que representa o Escopo 3 para a SPIC Brasil

Roberto Monteiro, Diretor de Comunicação, Relações Institucionais e ESG da SPIC Brasil, destaca a relevância da inclusão do Escopo 3. “O avanço para o Escopo 3 permite mapear com maior precisão nossa pegada de carbono, considerando toda a cadeia de valor. A conquista do Selo Ouro reflete o amadurecimento do nosso processo de relato e reforça nosso compromisso com a transparência dos dados, pontos fundamentais para apoiar a gestão estratégica de mitigação das emissões e a tomada de decisões.”

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A inclusão das emissões indiretas significa que a empresa consegue avaliar impactos além das fronteiras operacionais tradicionais, incluindo fornecedores, transporte, uso de produtos pelos clientes e deslocamento de colaboradores, fornecendo subsídios estratégicos para decisões de sustentabilidade e inovação energética.

Evolução contínua no reporte de sustentabilidade

Além da ampliação do inventário, o ciclo 2025 do GHG Protocol trouxe outras atualizações importantes para a SPIC Brasil, como a incorporação de novos ativos solares e a revisão das fronteiras organizacionais, refletindo o contínuo aprimoramento do processo de governança de dados.

Em 2024, a companhia reportou cerca de 1.700 toneladas de CO₂ equivalente, abrangendo os escopos 1, 2 e 3 referentes aos seus ativos hídricos, eólicos e solares. Segundo Monteiro, a maior transparência do inventário fortalece a base para futuras iniciativas de sustentabilidade e estabelece metas claras de descarbonização, alinhadas ao movimento net-zero.

“Com maior transparência de seu inventário, a SPIC visa fortalecer a base para futuras iniciativas de sustentabilidade e estabelecer metas claras de descarbonização e adesão ao movimento net-zero”, afirma o executivo.

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O Selo Ouro do GHG Protocol é concedido às organizações que apresentam inventários completos, auditados por organismos independentes, garantindo a qualidade dos dados reportados e reforçando a importância da responsabilidade corporativa na agenda ESG.

Protagonismo do setor elétrico na agenda ESG

Atualmente, o Programa Brasileiro GHG Protocol reúne 624 membros, dos quais 52 pertencem ao setor de eletricidade e gás, evidenciando o papel central do segmento na construção de um modelo energético mais sustentável no Brasil.

O reconhecimento da SPIC Brasil como detentora do Selo Ouro pelo quarto ano consecutivo demonstra o compromisso contínuo da empresa com práticas ambientais responsáveis, gestão de emissões transparente e alinhamento com os objetivos globais de mitigação climática, como o Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento global a níveis seguros, abaixo de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

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