Regulação dos BESS pode destravar R$ 40 bilhões em investimentos e acelerar transição energética no Brasil

Especialistas e setor produtivo aguardam decisão da ANEEL sobre sistemas de armazenamento por baterias; Engemon Energy já soma 61 MWh instalados e projeta 150 MWh até 2025

Nesta terça-feira (12), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deverá colocar em pauta a regulamentação dos sistemas de armazenamento por baterias — conhecidos pela sigla em inglês BESS (Battery Energy Storage Systems). O tema, que mobiliza associações do setor, investidores e operadores do sistema, é considerado estratégico para a modernização e estabilidade da matriz elétrica brasileira.

O debate é fruto da Consulta Pública nº 39/2023, que passou por duas fases e recebeu centenas de contribuições. Segundo especialistas, a ausência de regras claras para tarifas, contratação e modelos de negócio tem limitado a participação dos BESS nos leilões e no mercado de capacidade, retardando a integração plena dessas soluções na rede elétrica.

Além de viabilizar o armazenamento de excedentes gerados por fontes renováveis como solar e eólica, a regulamentação poderá reduzir o desperdício de energia limpa e garantir maior segurança no fornecimento, especialmente no horário de pico.

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Potencial bilionário para o setor

Estudos do setor e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estimam que o mercado brasileiro de BESS possa movimentar até R$ 40 bilhões nos próximos cinco anos, com a capacidade instalada saltando de 2,2 GWh para 8,4 GWh no período. Esse avanço é visto como fundamental para dar mais flexibilidade à operação do sistema e reduzir custos estruturais da geração e transmissão de energia.

A demora na regulamentação, porém, tem preocupado investidores. “A falta de regras atrasa investimentos estratégicos e amplia o desperdício de energia limpa”, alertam representantes de associações ligadas ao setor.

Engemon Energy desponta como referência no Brasil

Nesse cenário, a Engemon Energy se destaca como um dos principais players do segmento. A empresa já possui mais de 61 MWh instalados em sistemas integrados de geração fotovoltaica com BESS e projeta ultrapassar 150 MWh até o final de 2025.

“O armazenamento em baterias é a peça que faltava para ampliar a previsibilidade do consumo e a eficiência operacional de empresas que investem em energia limpa”, afirma Jorge Berger, CEO da Engemon Energy.

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A combinação de geração solar com sistemas de armazenamento é hoje uma das soluções mais buscadas por empresas que desejam reduzir custos e avançar em suas metas de descarbonização. A queda global nos preços dos componentes — impulsionada pelo aumento da escala de produção, principalmente na China — tem ampliado a viabilidade econômica desses projetos, inclusive para pequenas e médias empresas, operações off-grid e propriedades rurais.

O que está em jogo na decisão da ANEEL

O setor aguarda clareza regulatória sobre pontos essenciais, como:

  • Definição do modelo tarifário para o uso e a compensação de energia armazenada;
  • Regras para outorga e licenciamento dos projetos;
  • Viabilidade de leilões específicos para armazenamento;
  • Estrutura para empilhamento de receitas (combinação de diferentes serviços prestados por um mesmo sistema).

A expectativa é que, com a regulamentação, seja inaugurada uma nova fase para o mercado brasileiro de armazenamento de energia, destravando investimentos e consolidando o país como um polo emergente na adoção de tecnologias limpas e de alta eficiência.

Perspectivas

Com mais de seis décadas desde a consolidação das hidrelétricas como pilar da matriz elétrica, o Brasil agora se prepara para incorporar novas camadas de flexibilidade e confiabilidade ao sistema. Os BESS surgem como elemento-chave para permitir uma expansão ainda maior das energias renováveis, reduzindo a dependência de fontes fósseis e assegurando estabilidade frente às variações de geração.

Para empresas como a Engemon Energy, a mudança regulatória poderá abrir caminho para ampliar sua presença em diferentes setores e regiões do país. “Estamos prontos para contribuir com essa transformação, oferecendo soluções integradas que já se mostram eficientes em diferentes aplicações e ajudando a construir um futuro energético mais seguro, limpo e competitivo para o Brasil”, reforça Berger.

A decisão que a ANEEL deve tomar nos próximos dias poderá ser o ponto de partida para um ciclo de investimentos que não apenas transformará o setor elétrico brasileiro, mas também acelerará o cumprimento das metas de descarbonização e sustentabilidade.

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