Copel conclui aquisição da Neoenergia na UHE Baixo Iguaçu e prepara desinvestimento integral para a ENERGO-PRO

Companhia paranaense compra 70% do consórcio por R$ 1,05 bilhão e avança para alienar 100% da UHE Baixo Iguaçu por R$ 1,55 bilhão, em linha com sua estratégia de reestruturação de portfólio e foco em energias renováveis

A Copel (Companhia Paranaense de Energia) comunicou nesta segunda-feira, 1º de julho, a conclusão de uma importante etapa no processo de desinvestimento da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu (UHE Baixo Iguaçu). A companhia, por meio de sua subsidiária Copel Geração e Transmissão S.A. (Copel GeT), adquiriu a totalidade das ações da Geração Céu Azul S.A., até então controlada pela Neoenergia S.A., consolidando assim os 70% de participação no Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu (CEBI).

A aquisição, realizada pelo valor de R$ 1,050 bilhão, com base em valor ajustado desde junho de 2024, representa o cumprimento integral das condições precedentes estabelecidas no Contrato de Compra e Venda e Outras Avenças (CCVA 1). O movimento reforça a estratégia da Copel de estruturar seus ativos com vistas à maximização de valor, racionalização de portfólio e foco em negócios com maior retorno e sustentabilidade.

Conforme já divulgado pela companhia em seu Fato Relevante nº 01/25, a operação está diretamente ligada ao desinvestimento da totalidade da UHE Baixo Iguaçu. A Copel GeT celebrou anteriormente um segundo contrato (CCVA 2) com a ENERGO-PRO Participações S.A. — sucessora da DK Holding Investments, S.R.O. — que prevê a venda de 100% do consórcio CEBI, pelo valor total de R$ 1,554 bilhão.

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Essa transação inclui também a participação minoritária de 30% que já era da Copel GeT, avaliada em R$ 570 milhões, totalizando o desinvestimento completo da usina. “Essa iniciativa representa um avanço estratégico, agregando valor à Companhia e fortalecendo sua estrutura operacional e administrativa”, comunicou oficialmente a Copel.

Reestruturação de portfólio e foco renovável

A transação está alinhada ao plano da companhia de reposicionar seu portfólio com foco em fontes renováveis, transmissão e projetos com retorno financeiro mais atrativo. Desde sua privatização parcial, a Copel tem adotado uma postura proativa na alocação eficiente de capital, desinvestindo em ativos considerados maduros ou com sinergia limitada frente aos seus objetivos estratégicos.

A venda da UHE Baixo Iguaçu permitirá à companhia concentrar esforços em ativos com maior aderência às diretrizes de transição energética e descarbonização da matriz — temas centrais para os investidores e para o novo momento do setor elétrico nacional.

Detalhes sobre a UHE Baixo Iguaçu

Localizada no município de Capanema, no sudoeste do Paraná, a UHE Baixo Iguaçu entrou em operação em 2019 e possui potência instalada de 350 MW. A usina é reconhecida pela sua contribuição para a modulação da vazão do rio Iguaçu e pela estabilidade que oferece ao sistema elétrico regional. Operada por consórcio desde sua construção, a usina sempre teve participação da Copel GeT como sócia minoritária (30%), com os 70% controlados pela Neoenergia.

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Com a aquisição da totalidade do capital da Geração Céu Azul S.A., a Copel GeT unificou o controle da participação, o que permite agora a alienação completa à ENERGO-PRO, conforme previsto no CCVA 2.

A ENERGO-PRO, multinacional com sede na Europa, atua nos segmentos de geração, distribuição e comercialização de energia renovável, com presença em mais de dez países. A entrada da companhia no mercado brasileiro reforça o interesse internacional por ativos estruturados e operacionais de energia limpa no Brasil.

Etapas finais e condições precedentes

O fechamento da transação com a ENERGO-PRO está sujeito ao cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo aprovação de órgãos reguladores, ajustes contratuais e auditorias de conformidade. A expectativa da Copel é que o processo seja concluído até o final de 2025.

Com a alienação total da UHE Baixo Iguaçu, a companhia paranaense fortalecerá sua liquidez, reduzirá o endividamento e criará espaço para novos investimentos estratégicos, como projetos eólicos e solares em grande escala e reforço da infraestrutura de transmissão.

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