Projeto controlado pela Qair integra o Novo PAC, soma 439 MW de capacidade instalada e prevê operação comercial total até 2027
O Complexo Solar Bom Jardim, controlado pela Qair, iniciou a fase de testes de quatro das dez usinas fotovoltaicas que compõem o empreendimento, localizado no município de Icó, no Ceará. O comissionamento das unidades Bom Jardim I, II, III e V ocorreu entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, marcando um novo avanço na expansão da geração solar no Nordeste.
Com 439 megawatts (MW) de capacidade instalada e investimento estimado em R$ 2,13 bilhões, o complexo integra a carteira estratégica do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), iniciativa do governo federal voltada à ampliação da infraestrutura e ao fortalecimento da matriz energética brasileira com fontes limpas.
A previsão é que todas as dez usinas entrem em operação comercial até dezembro de 2027, consolidando o empreendimento como um dos maiores projetos de energia solar do Ceará e um dos vetores da transição energética no país.
Estrutura do projeto e capacidade instalada
O Complexo Solar Bom Jardim é composto por 10 usinas fotovoltaicas e 706 unidades geradoras, que juntas somam 439 MW de potência instalada. O porte do projeto reforça o protagonismo do Nordeste no crescimento da geração solar centralizada no Brasil, região que já concentra grande parte da capacidade fotovoltaica do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A fase de testes representa etapa crítica para validação dos sistemas elétricos, inversores, conexões à rede e desempenho dos módulos solares, além de permitir ajustes técnicos antes da entrada em operação comercial definitiva.
Com a energização progressiva das unidades, o empreendimento amplia a oferta de energia renovável e contribui para diversificação da matriz elétrica, reduzindo a dependência de fontes fósseis e hidrelétricas em períodos de hidrologia adversa.
Conexão ao sistema e infraestrutura associada
Para viabilizar o escoamento da energia gerada, o complexo contará com sistema de transmissão de interesse restrito composto por uma subestação elevadora e uma linha de transmissão de aproximadamente oito quilômetros de extensão até a Subestação Icó, em 230 kV, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).
A estrutura assegura a integração do empreendimento ao SIN, permitindo que a energia produzida no interior do Ceará seja despachada de forma coordenada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Projetos dessa magnitude exigem sincronização entre geração e infraestrutura de transmissão, especialmente em regiões que vêm registrando forte crescimento da geração renovável e enfrentam desafios relacionados à capacidade de escoamento.
Investimento, empregos e incentivos fiscais
Com investimento estimado em R$ 2,13 bilhões, o Complexo Solar Bom Jardim deverá gerar mais de 20 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, ao longo das fases de implantação e operação. Além do impacto energético, o projeto contribui para dinamizar a economia local, estimular a cadeia produtiva regional e fortalecer a arrecadação municipal.
O empreendimento também está enquadrado no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), mecanismo que concede benefícios fiscais a projetos considerados estratégicos para o país, reduzindo custos tributários durante a fase de implantação.
Nordeste como polo da energia solar
A entrada em operação em teste das usinas Bom Jardim I, II, III e V consolida o Ceará como um dos polos mais dinâmicos da geração fotovoltaica brasileira. O estado reúne condições de elevada irradiação solar, disponibilidade de áreas e infraestrutura de transmissão compatível com grandes empreendimentos.
No contexto do Novo PAC, o Complexo Solar Bom Jardim simboliza a combinação entre política pública, investimento privado e expansão da energia limpa, contribuindo para metas de descarbonização e fortalecimento da segurança energética nacional.
Com a previsão de conclusão até 2027, o projeto reforça o papel da geração solar como um dos principais vetores de crescimento do setor elétrico brasileiro na próxima década.



