Produção cresce 11% impulsionada pelo pré-sal, exportações de petróleo batem recorde e índice de reposição alcança 175%, reforçando a sustentabilidade do portfólio da companhia
A Petrobras encerrou 2025 com um dos desempenhos operacionais mais robustos de sua história recente. A produção total própria de óleo e gás natural alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), avanço de 11% em relação a 2024 e acima do limite superior da meta estabelecida pela companhia. O resultado consolida o pré-sal como principal motor de crescimento da estatal e reforça a resiliência do portfólio diante do aumento da demanda global por energia.
Além do avanço na produção, a empresa obteve o melhor índice de reposição de reservas da última década, com adição de 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) em 2025. O indicador de reposição de reservas (IRR) atingiu 175%, mesmo em um ano de produção recorde, enquanto a relação entre reservas provadas e produção (R/P) chegou a 12,5 anos, sinalizando maior previsibilidade para o planejamento de longo prazo.
Pré-sal sustenta novo patamar de produção
No segmento de Exploração e Produção (E&P), a produção comercial de óleo e gás natural somou 2,62 milhões de boe/d, superando o teto da meta anual. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento da capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, pela manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba e pelo ramp-up das unidades Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão.
A eficiência operacional também contribuiu de forma decisiva, com desempenho 3,6% superior ao de 2024, especialmente nas plataformas da Bacia de Santos. Em paralelo, a Petrobras colocou em operação 44 novos poços marítimos, divididos igualmente entre as bacias de Santos e Campos, e interligou 77 poços, entre produtores e injetores, estabelecendo um novo marco de produtividade offshore.
Os números consolidam recordes históricos. A produção total operada atingiu 4,32 milhões de boe/d, enquanto a produção própria no pré-sal chegou a 2,45 milhões de boe/d. No campo de Búzios, as plataformas superaram a marca de 1 milhão de barris de óleo por dia em outubro, reforçando a relevância estratégica da área para o futuro energético da companhia.
Exportações e logística alcançam máximos históricos
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização (RTC), as exportações de petróleo bateram recorde anual de 765 mil barris por dia (mbpd), com pico trimestral de 999 mbpd no quarto trimestre de 2025. O resultado reflete tanto o aumento da produção quanto a ampliação da presença da Petrobras em mercados internacionais.
A logística também apresentou desempenho expressivo, com recorde anual de 354 operações de ship-to-ship (STS) para exportação de petróleo e óleo combustível. Apenas no Terminal de Angra dos Reis, foram realizadas 1.470 operações ao longo do ano, enquanto São Luís e Santos também registraram máximos históricos no escoamento de derivados.
O parque de refino manteve fator de utilização total (FUT) de 91%, com foco em produtos de maior valor agregado. Diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV) representaram 68% da produção, enquanto a participação do óleo do pré-sal na carga processada se manteve em 70%, evidenciando a estratégia de otimização das correntes mais competitivas.
Avanços em combustíveis sustentáveis e aviação
Outro marco relevante de 2025 foi a primeira entrega de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido integralmente no Brasil. A Petrobras se tornou a primeira empresa nacional certificada conforme as regras da ICAO, com fornecimento de 3 mil m³ ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, volume equivalente a um dia de consumo dos aeroportos do Rio de Janeiro.
O desempenho do QAV também se destacou no mercado interno, com crescimento de 6% nas vendas e o melhor resultado dos últimos seis anos, refletindo a retomada do setor aéreo e a diversificação do portfólio energético da estatal.
Reservas reforçam sustentabilidade do portfólio
O desempenho em reservas consolida a Petrobras como uma das principais companhias globais do setor em capacidade de reposição. A adição de 1,7 bilhão de boe elevou o índice R/P para 12,5 anos, patamar considerado confortável para empresas integradas de grande porte.
Combinados, os indicadores de produção, reservas, exportações e eficiência operacional posicionam a Petrobras em um novo ciclo de crescimento, com forte protagonismo do pré-sal, expansão da presença internacional e avanços em combustíveis de menor intensidade de carbono. O resultado reforça a centralidade da companhia no abastecimento energético do Brasil e sua relevância estratégica na transição energética global.



