WEG fornecerá solução turn key para reforçar estabilidade da rede entre MT e RO

Projeto de transmissão do Lote 4 do Leilão da ANEEL 04/2025 inclui solução completa com compensador de 165 MVAr e amplia confiabilidade do subsistema Acre–Rondônia

A WEG deu mais um passo estratégico no mercado de transmissão de energia ao firmar contrato com a Guaporé Sul Transmissora de Energia S.A. para o fornecimento de uma solução compensadora destinada ao fortalecimento da rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN). O acordo envolve o fornecimento completo de equipamentos e serviços para um projeto estruturante que conecta os estados de Mato Grosso e Rondônia, reforçando a capacidade, a estabilidade e a segurança operacional do sistema elétrico brasileiro.

O contrato está inserido no empreendimento vencedor do Lote 4 do Leilão de Transmissão da ANEEL nº 04/2025, que prevê a implantação de um sistema de transmissão entre Jauru (MT) e Vilhena (RO). O projeto contempla linhas em 500 kV e 230 kV, a construção da Subestação Vilhena 2 (500/230 kV) e aproximadamente 354 quilômetros de extensão, com o objetivo de ampliar a capacidade de escoamento e a robustez elétrica do subsistema Acre–Rondônia.

Solução compensadora e reforço à estabilidade do SIN

No escopo do contrato, a WEG será responsável pelo fornecimento integral de uma solução compensadora síncrona, incluindo um Compensador Síncrono de 165 MVAr, um Transformador Trifásico de 165 MVA, transformadores auxiliares, sistema de partida, quadros elétricos e os sistemas de controle, comando, proteção e excitação.

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Além do fornecimento dos principais equipamentos, o contrato inclui engenharia, estudos elétricos de integração, infraestrutura eletromecânica e os serviços de montagem, comissionamento e startup, consolidando um modelo de entrega turn key, cada vez mais demandado em projetos de transmissão de grande porte.

Os compensadores síncronos são considerados ativos críticos para a operação do SIN, especialmente em regiões com elevada penetração de fontes renováveis e longos corredores de transmissão. Esses equipamentos contribuem para o controle de tensão, fornecimento de potência reativa, aumento do nível de curto-circuito e suporte dinâmico à estabilidade do sistema, atributos fundamentais para a confiabilidade da rede.

Transmissão como vetor da transição energética

O projeto entre Jauru e Vilhena está inserido em um contexto de expansão da infraestrutura de transmissão no Brasil, impulsionado pelo crescimento da geração renovável e pela necessidade de integração de novos polos produtivos ao SIN. No Norte e Centro-Oeste, em especial, os investimentos em transmissão têm papel decisivo para reduzir restrições elétricas, aumentar a resiliência do sistema e permitir maior aproveitamento do potencial hidrelétrico, solar e eólico.

Para a WEG, o contrato consolida a estratégia de posicionamento como fornecedora global de soluções críticas para o setor elétrico, ampliando sua atuação em sistemas de alta complexidade tecnológica.

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À frente da vice-presidência da Unidade de Energia da WEG, João Paulo Gualberto da Silva destaca o caráter estratégico do projeto para a companhia. “Estamos consolidando nossa posição como um dos principais fornecedores globais de soluções em energia. Este projeto reforça nossa capacidade técnica e abre caminho para novos empreendimentos semelhantes no Brasil e no exterior”, afirma.

BTG e a expansão privada da infraestrutura elétrica

A Guaporé Sul Transmissora de Energia S.A. integra um grupo que inclui ainda a Grande Sertão Transmissora, Tropicália Transmissora e a PCH Braço, com atuação nos segmentos de geração e transmissão de energia. A companhia faz parte do portfólio de ativos do BTG Pactual, por meio de fundos de infraestrutura, refletindo o crescente protagonismo do capital privado na expansão e modernização do sistema elétrico nacional.

Esse movimento é considerado essencial para sustentar o volume de investimentos necessários em transmissão nos próximos anos, estimado em dezenas de bilhões de reais, diante da agenda de leilões da ANEEL e das exigências de confiabilidade impostas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

Do ponto de vista da Guaporé Sul, o compensador síncrono é um elemento central para o atendimento aos requisitos técnicos do empreendimento. O CEO da companhia, Marcelo Oliveira, ressalta a importância do equipamento para a operação do sistema. “O compensador síncrono é um dos elementos previstos para a operação do sistema dentro dos parâmetros exigidos. Nossa expectativa com a WEG é atender às condições operacionais definidas para o empreendimento e avançar na implantação conforme o planejamento aprovado”, afirma.

Tecnologia e segurança operacional

A adoção de soluções como a fornecida pela WEG reforça uma tendência estrutural do setor elétrico brasileiro: a de que a expansão da transmissão não se resume apenas à construção de linhas, mas exige ativos inteligentes, capazes de garantir estabilidade eletromecânica e qualidade da energia em cenários cada vez mais complexos.

Com a maior participação de fontes intermitentes, como eólica e solar, e com o aumento das transferências de energia entre regiões, equipamentos como compensadores síncronos passam a ser vistos como peças-chave para a segurança energética, mitigando riscos de colapsos de tensão e oscilações de frequência.

Nesse contexto, o projeto entre Mato Grosso e Rondônia se insere como um exemplo emblemático de como engenharia de alta performance e investimentos privados convergem para fortalecer o SIN e preparar a infraestrutura elétrica brasileira para os desafios da transição energética.

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