ANEEL aprova reajustes tarifários de cinco permissionárias; efeitos chegam a 34% em SC

Revisões entram em vigor em 30 de novembro e refletem aumento de custos setoriais, compra e transporte de energia, além de componentes financeiros.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (25/11) os reajustes tarifários anuais de cinco permissionárias que atuam em Santa Catarina e São Paulo. As novas tarifas passam a valer a partir de 30 de novembro e refletem impactos relevantes de custos de compra, transporte e distribuição de energia, além de encargos setoriais e componentes financeiros.

As permissionárias contempladas na decisão são Cedrap, Ceral Anitápolis, Cerim, CERMC e Cetril, todas operadoras de pequeno porte responsáveis pelo atendimento a parcelas específicas do mercado de distribuição nos dois estados.

Os percentuais aprovados apresentam forte variação entre as empresas, com destaque para a Ceral Anitápolis, cujo efeito médio alcança 34,30%, um dos maiores registrados entre permissionárias neste ciclo anual.

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Reajustes por permissionária e classes de consumo

A seguir, os principais índices aprovados pela agência reguladora:

PermissionáriaAlta TensãoBaixa TensãoEfeito MédioEfeito B1
Cedrap8,23%11,29%10,62%11,39%
Ceral Anitápolis28,00%34,52%34,30%34,49%
Cerim15,58%15,55%15,55%15,63%
CERMC16,70%15,44%15,71%15,61%
Cetril14,58%16,43%16,37%16,63%

A estrutura tarifária aprovada considera, para o grupo A (alta tensão), consumidores das classes A1, A2, A3 e A4, que abrangem desde tensões acima de 230 kV até níveis entre 2,3 kV e 25 kV. Já para a baixa tensão (grupo B), os reajustes contemplam:

  • B1: Residencial e subclasse Baixa Renda
  • B2: Rural (agropecuária, cooperativas de eletrificação, indústria rural, irrigação pública)
  • B3: Industrial, comercial, serviços, poder público e consumo próprio
  • B4: Iluminação pública

Essa segmentação é relevante para identificar o impacto econômico sobre os diferentes perfis de consumidores atendidos pelas permissionárias, especialmente em áreas rurais onde a participação dessas empresas é mais expressiva.

Custos setoriais, energia e componentes financeiros explicam aumentos

Segundo a ANEEL, os principais fatores que pressionaram os índices foram encargos setoriais, como CDE e ESS, compra de energia, influenciada pelos contratos regulados e pela abertura de tarifas de suprimento, transporte de energia (TUST/TUSD), custos de distribuição, incluindo perdas e despesas de operação e componentes financeiros associados ao balanço de contas do ciclo anterior.

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Embora permissionárias tenham porte reduzido, a composição tarifária segue a mesma lógica das distribuidoras convencionais. Assim, oscilações de mercado, repasses regulatórios e variações no custo de suprimento têm repercussão proporcionalmente mais sensível sobre os consumidores dessas áreas.

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