Revisão tarifária reflete aumento de custos de compra e transporte de energia, encargos setoriais e efeitos financeiros acumulado
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (25/11) o Reajuste Tarifário Anual de 2025 da Equatorial Piauí, que atende aproximadamente 1,57 milhão de unidades consumidoras no estado. O novo índice passa a vigorar em 2 de dezembro, com impacto significativo nas contas de energia de consumidores residenciais, baixa tensão e alta tensão.
Segundo a agência, o resultado reflete principalmente a elevação dos custos de compra e transporte de energia, além de encargos setoriais e componentes financeiros acumulados nos ciclos tarifários atual e anterior. O cenário reforça a pressão estrutural sobre as tarifas em distribuidoras de regiões com baixa densidade de mercado e forte dependência de encargos de nacionalização de custos.
Impacto tarifário por classe: residenciais terão aumento de 13,28%
A Equatorial Piauí terá os seguintes percentuais válidos para 2025:
| Classe | Reajuste |
|---|---|
| Consumidores residenciais (B1) | 13,28% |
| Baixa tensão – média | 13,61% |
| Alta tensão – média | 13,42% |
| Efeito médio total | 13,57% |
O efeito médio de 13,57% indica que praticamente todas as categorias da distribuidora sofrerão impactos acima de dois dígitos, refletindo uma combinação de fatores estruturais e conjunturais.
O que explica o reajuste: custos de energia e encargos setoriais continuam pressionando tarifas
A própria ANEEL destacou que os índices foram influenciados por quatro grupos de custos principais:
- Compra de energia – O aumento dos valores nos contratos de longo prazo, aliado à exposição ao mercado de curto prazo, segue como elemento central na composição tarifária.
- Transporte de energia (TUST e TUSD-G) – A recomposição de receitas de transmissoras e os ajustes anuais de contratos impactam diretamente as tarifas de distribuição, sobretudo em estados com elevado uso da rede básica.
- Encargos setoriais – Itens como CDE, Proinfa, ESS e demais políticas públicas continuam representando parcela relevante da tarifa. O crescimento desses itens tem pressionado todas as distribuidoras brasileiras ao longo dos últimos anos.
- Componentes financeiros – A ANEEL ressaltou que tanto o processo tarifário atual quanto o anterior contribuíram para o reajuste. Isso inclui créditos e débitos decorrentes de revisões, ajustes e compensações.
Impacto para consumidores e empresas
Para consumidores residenciais, o aumento de 13,28% deve elevar significativamente os gastos mensais com energia, especialmente em regiões de menor renda. Para empresas, principalmente comerciantes e indústrias de pequeno porte em baixa tensão, o reajuste pode impactar custos operacionais e margens.
Grandes consumidores atendidos em alta tensão, embora tenham reajuste ligeiramente inferior, também verão aumento expressivo



