Aumento começa a valer em 22 de novembro e reflete custos de distribuição, compra de energia e encargos setoriais
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta terça-feira (18/11), o Reajuste Tarifário Anual de 2025 da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D). A distribuidora, que atende aproximadamente 1,99 milhão de unidades consumidoras em Porto Alegre e demais municípios de sua área de concessão no Rio Grande do Sul, terá novos valores tarifários aplicados a partir de 22 de novembro de 2025.
Os percentuais aprovados variam conforme o nível de tensão e a classe de consumo, com destaque para o aumento de 21,76% na tarifa dos consumidores residenciais da classe B1. Entre todos os segmentos cativos, a média da baixa tensão será de 21,82%, enquanto os consumidores de alta tensão terão uma variação de 12,36%. No consolidado, o efeito médio para o conjunto dos consumidores da CEEE-D será de 19,53%.
Cenário regulatório e composição tarifária
Assim como ocorre anualmente, o processo de reajuste tarifário considera uma série de elementos que compõem a formação do preço final da energia. No caso da CEEE-D, os itens que mais influenciaram o aumento de 2025 foram os custos relacionados à distribuição, ao transporte e à compra de energia, além dos encargos setoriais.
Esses fatores desempenham papel relevante na remuneração da cadeia elétrica e refletem tanto a dinâmica de mercado quanto exigências regulatórias, como cobertura de investimentos, contratos de suprimento e pagamento de tarifas de uso das instalações de transmissão (TUST) e distribuição (TUSD).
Impactos para consumidores residenciais
Entre todos os segmentos atendidos pela distribuidora, a maior variação recai sobre os consumidores residenciais. O reajuste de 21,76% na classe B1 tende a pressionar o orçamento das famílias gaúchas, especialmente em um contexto de recuperação econômica regional após eventos climáticos extremos que afetaram o estado em 2024 e 2025.
O impacto também reforça a importância de programas de eficiência energética, migração para o mercado livre, no caso de consumidores elegíveis, e estratégias de gestão de consumo para mitigar custos adicionais.
Resumo dos índices aprovados para a CEEE-D
| Classe/Grupo | Reajuste |
|---|---|
| Consumidor Residencial B1 | 21,76% |
| Consumidores Cativos – Baixa Tensão (média) | 21,82% |
| Consumidores Cativos – Alta Tensão (média) | 12,36% |
| Efeito Médio Geral | 19,53% |
Aspectos que influenciaram o reajuste
A ANEEL reforça que mudanças tarifárias refletem componentes estruturais do setor, muitos dos quais estão fora da alçada direta da distribuidora. O reajuste da CEEE-D, conforme indicado no release, foi impulsionado principalmente por:
- Custos de distribuição (Parcela B);
- Custos de transporte de energia;
- Compra de energia via contratos regulados e de leilões;
- Encargos setoriais como CDE, Proinfa e ESS.
A conjunção desses elementos indica que, apesar de oscilações anuais, o setor elétrico nacional segue pressionado por estruturas de custos de longo prazo, que podem se intensificar em anos com condições hidrológicas adversas ou necessidade elevada de despacho térmico.



