Operação de R$ 2 bilhões reforça controle societário da holding sobre suas distribuidoras e ajusta acordo de acionistas com o Itaú Unibanco
A Equatorial S.A. (EQTL3) anunciou nesta terça-feira (12) o exercício parcial da opção de compra de ações da Equatorial Energia Distribuição S.A., consolidando ainda mais seu controle sobre a subsidiária responsável por suas operações de distribuição de energia. A transação, realizada em 11 de novembro de 2025, representa um passo estratégico na reestruturação societária do grupo e fortalece sua posição no setor elétrico nacional.
De acordo com o comunicado ao mercado, a Equatorial adquiriu do Itaú Unibanco ações preferenciais classe A e B da Equatorial Distribuição, por um valor total de R$ 2 bilhões. Após a operação, a companhia passou a deter 90,42% do capital social total da distribuidora, mantendo o controle integral sobre as ações ordinárias.
Detalhes da operação e estrutura acionária
A operação faz parte do Acordo de Acionistas da Equatorial Distribuição, firmado originalmente em 2019 e posteriormente alterado em 2023, que regula os direitos e deveres entre a Equatorial S.A. e o Itaú Unibanco, parceiro financeiro da holding desde a reestruturação de ativos de distribuição há seis anos.
Com o exercício parcial da opção, a Equatorial adquiriu:
- Ações preferenciais classe A, representando 6,32% do capital social da Equatorial Distribuição, ao custo de R$ 392 milhões;
- Ações preferenciais classe B, equivalentes a 9,89% do capital social, pelo valor de R$ 1,608 bilhão.
Conforme o acordo, as ações adquiridas foram convertidas em ordinárias, consolidando a posição da Equatorial como titular de 100% das ações com direito a voto. Já o Itaú permanece detentor de ações preferenciais das classes A, B e C, que agora representam 9,58% do capital total da Equatorial Distribuição.
Revisão do acordo com o Itaú e novo aditivo societário
A transação também resultou na assinatura de um terceiro aditivo ao Acordo de Acionistas, firmado na mesma data, com o objetivo de refletir as alterações decorrentes do exercício da opção de compra e ajustar os direitos e vantagens das ações preferenciais classe C.
O novo aditivo redefine os termos e condições de eventuais opções de compra futuras, além de atualizar as disposições sobre governança corporativa e participação financeira das partes.
Segundo a Equatorial, a renegociação “regula os direitos e obrigações da Equatorial e do Itaú na qualidade de únicos acionistas da Equatorial Distribuição”, consolidando o alinhamento estratégico entre as companhias no longo prazo.
Movimento reforça estratégia de consolidação e simplificação societária
O exercício parcial da opção de compra está alinhado à estratégia da Equatorial Energia de simplificar sua estrutura corporativa, ampliar o controle sobre subsidiárias estratégicas e melhorar a eficiência operacional e financeira.
Nos últimos anos, a holding vem conduzindo um processo de reorganização que envolve aquisições, fusões e consolidação de ativos nas áreas de distribuição, transmissão e geração de energia, buscando sinergias e ganhos de escala.
Com presença em 31% do território nacional e operação em onze estados, a Equatorial reforça seu papel como uma das principais companhias integradas do setor elétrico brasileiro, com diversificação crescente em gás natural, saneamento e serviços digitais.
A ampliação da participação na Equatorial Distribuição reforça o foco da empresa em fortalecer a governança e o controle das operações de distribuição, segmento responsável por uma parcela significativa do seu Ebitda consolidado.
Contexto do relacionamento com o Itaú Unibanco
O Itaú Unibanco é parceiro histórico da Equatorial em diversas operações de capital e financiamento de projetos. A participação do banco na Equatorial Distribuição teve origem no processo de reestruturação e privatização de distribuidoras estaduais assumidas pela holding, o que permitiu o aporte de capital e o compartilhamento de risco em fases críticas da expansão.
Desde então, a relação entre as empresas evolui dentro de um modelo de parceria estratégica, no qual o Itaú mantém participação minoritária com características financeiras, enquanto a Equatorial preserva o controle operacional e a responsabilidade sobre a gestão das concessionárias.
Próximos passos e posicionamento da companhia
A Equatorial não divulgou planos imediatos para novas aquisições de ações, mas o aditivo ao acordo abre espaço para futuras operações de compra, caso haja interesse da companhia em adquirir integralmente a participação minoritária do Itaú.
O movimento reforça a visão de longo prazo da holding, que busca maximizar o valor dos ativos de distribuição e otimizar a estrutura de capital.
Com o fortalecimento da governança e a consolidação da participação majoritária, a Equatorial Energia segue posicionada para sustentar o crescimento orgânico e inorgânico, com ênfase na transição energética e em novos modelos de negócios no setor elétrico brasileiro.



