Iniciativa que envolve fornecedores na redução de emissões foi selecionada entre 86 projetos para integrar a plataforma global Business Action Bank, reforçando o protagonismo da ENGIE na transição energética justa
A ENGIE Brasil voltou a ganhar destaque internacional no cenário da sustentabilidade. O Programa de Descarbonização de Fornecedores, lançado em 2024, foi reconhecido na COP30, realizada em Belém (PA), como uma das sete iniciativas selecionadas entre 86 inscritas para compor a plataforma global Business Action Bank.
O reconhecimento foi promovido pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), entidade que reúne grandes corporações comprometidas com práticas empresariais alinhadas ao desenvolvimento sustentável e à agenda climática.
A seleção na Business Action Bank reforça o papel da ENGIE como agente de transformação na transição energética global, conectando inovação, responsabilidade socioambiental e cooperação entre empresas.
O programa já havia sido reconhecido também na COP29, em 2024, em Baku (Azerbaijão), com o prêmio “Guardiões Pelo Clima” do Pacto Global da ONU, um marco que consolidou sua relevância na agenda corporativa de descarbonização.
Engajamento de fornecedores no combate às mudanças climáticas
Com mais de 70% das emissões totais da ENGIE Brasil concentradas na cadeia de suprimentos, o programa nasceu da necessidade de ampliar o alcance das ações de mitigação de Gases de Efeito Estufa (GEE) para além das operações diretas da companhia.
“O reconhecimento em um evento do porte da COP30 reforça que estamos no caminho certo: promover uma transição energética justa e colaborativa, envolvendo toda a nossa cadeia de valor. Acreditamos que a descarbonização só será possível com engajamento, capacitação e ação conjunta”, destaca Thais Soares, diretora de Sustentabilidade da ENGIE Brasil.
A iniciativa se apoia em um modelo de cooperação com fornecedores, incentivando-os a inventariar suas emissões, definir metas baseadas na ciência e adotar práticas de eficiência energética. O programa oferece apoio técnico e ferramentas gratuitas que ajudam parceiros a avançar na gestão climática, gerando impactos positivos em escala.
Metodologia estruturada e suporte técnico contínuo
Desenvolvido pelas áreas de Meio Ambiente e Suprimentos da ENGIE, o Programa de Descarbonização de Fornecedores foi desenhado em etapas estratégicas. Inicialmente, a companhia mapeou os fornecedores responsáveis por mais de 90% das emissões de escopo 3, aquelas associadas à cadeia de valor.
Em seguida, foi conduzido um diagnóstico do nível de maturidade da governança climática desses parceiros, avaliando práticas de gestão, transparência e metas já existentes. Os fornecedores selecionados foram convidados a aderir formalmente ao programa, obtendo acesso a uma série de benefícios, incluindo:
- Plataforma gratuita para contabilização de emissões;
- Treinamentos especializados em gestão de carbono e eficiência energética;
- Diagnósticos técnicos voltados à melhoria do desempenho ambiental;
- Descontos na aquisição de certificados de energia renovável (I-RECs).
Esses incentivos contribuem para aumentar a competitividade dos fornecedores, ao mesmo tempo em que fortalecem a cadeia de valor em direção à neutralidade de carbono.
Monitoramento de resultados e governança de sustentabilidade
A ENGIE estruturou um modelo de monitoramento contínuo do programa, com indicadores de desempenho e painéis de evolução acompanhados pelo Comitê de Sustentabilidade e pelo Conselho de Administração. Essa governança garante que os avanços sejam mensuráveis e alinhados às metas globais de redução de emissões e ao Acordo de Paris.
Mais do que um programa interno, a iniciativa busca inspirar o setor elétrico brasileiro a integrar a descarbonização à sua estratégia de negócios. Ao capacitar fornecedores e fomentar práticas de gestão de carbono, a ENGIE promove uma mudança sistêmica, transformando a relação entre empresas e sustentabilidade.
Transição energética justa e colaborativa
O destaque obtido na COP30 é resultado de uma visão de longo prazo que combina inovação tecnológica, engajamento social e compromisso ambiental. Para a ENGIE, a transição energética justa depende da participação de todos os elos da cadeia produtiva, desde grandes geradoras até pequenos fornecedores regionais.
“Acreditamos que a descarbonização só será possível com engajamento, capacitação e ação conjunta”, conclui Thais Soares, ao destacar a importância da cooperação para acelerar o ritmo da transição energética.



