Eletrobras emite 531 mil certificados de energia renovável e garante neutralização total do consumo elétrico da Caixa em 2024

Operação reforça a liderança da Eletrobras no mercado de I-RECs e consolida a Caixa como referência em sustentabilidade corporativa no setor financeiro

A Eletrobras emitiu 531 mil Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-RECs) para compensar integralmente o consumo de eletricidade da Caixa Econômica Federal durante o ano de 2024. O volume assegura que 100% da energia consumida pela instituição financeira é proveniente de fontes renováveis, como hídrica, solar e eólica, garantindo a neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) associadas à operação elétrica da empresa.

A transação, resultado de licitação promovida pela Caixa em julho, insere-se em uma tendência crescente de empresas públicas e privadas que recorrem ao mercado de certificados de energia renovável como instrumento para atender suas metas ESG e de neutralidade de carbono.

Cada I-REC equivale a 1 megawatt-hora (MWh) de eletricidade gerada de forma sustentável e tem validação internacional pelo Instituto Totum, entidade responsável por auditar e rastrear a origem dos atributos ambientais.

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Eletrobras amplia protagonismo no mercado de energia limpa

Com a operação, a Eletrobras consolida seu papel como referência nacional em soluções de compensação de emissões e comercialização de atributos ambientais. A companhia vem ampliando sua atuação nesse nicho, alinhada à estratégia corporativa de se posicionar como uma empresa 100% renovável e Net Zero até 2030.

“A venda reforça o posicionamento da Eletrobras como referência nacional em energia renovável e soluções para compensação de emissões. O resultado da licitação com a Caixa se soma a outras parcerias estratégicas da companhia envolvendo a comercialização de ativos ambientais. Essas iniciativas estão alinhadas à nossa meta Net Zero em 2030 e com o nosso portfólio de empresa 100% renovável”, afirma Ítalo Freitas, vice-presidente executivo de Comercialização e Soluções em Energia da Eletrobras.

A empresa vem liderando a estruturação de um mercado secundário de certificados ambientais, fomentando práticas corporativas de descarbonização e apoiando clientes de diferentes setores na neutralização de suas pegadas de carbono. Nos últimos três anos, a Eletrobras firmou operações semelhantes com o Banco do Brasil, que adquiriu I-RECs e RECFYs entre 2022 e 2024, e com o Banrisul, que utilizou certificados eólicos da CGT Eletrosul para compensar parte das emissões de escopo 2 neste ano.

Caixa reforça liderança em sustentabilidade corporativa

A Caixa Econômica Federal, por sua vez, consolida-se como uma das instituições financeiras mais engajadas em compromissos ambientais no setor público. Desde 2013, o banco realiza o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e publica seus resultados no Registro Público de Emissões, iniciativa que segue o Programa Brasileiro GHG Protocol, principal referência global em contabilização de emissões.

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O banco também detém o Selo Ouro do GHG Protocol, certificação concedida a empresas que demonstram excelência e transparência na mensuração e gestão de suas emissões. Com a aquisição dos I-RECs da Eletrobras, a instituição reforça o pilar ambiental de sua estratégia ESG, associando a neutralização do consumo elétrico a uma política de investimentos sustentáveis e financiamento de energia limpa.

“Ao investir na neutralização das emissões de GEE associadas à geração de energia, a CAIXA reafirma o papel de agente de transformação sustentável, respeitando o meio ambiente e compromissado com o presente e o futuro do planeta”, destaca Jean Benevides, vice-presidente em exercício de Sustentabilidade e Cidadania Digital (VISUC) da Caixa.

O que são I-RECs e por que eles ganham espaço nas metas ESG

Os I-RECs (International Renewable Energy Certificates) representam um dos principais mecanismos de rastreabilidade da origem da energia elétrica consumida por empresas.
Por meio deles, organizações podem comprovar que sua eletricidade provém de fontes renováveis, mesmo quando fisicamente conectadas à rede convencional de energia.

O certificado é especialmente relevante em mercados regulados e no ambiente corporativo, onde a redução de emissões indiretas (escopo 2) é fator decisivo para manter conformidade com padrões internacionais de sustentabilidade e com metas de descarbonização baseadas na ciência (SBTi).

Além disso, os I-RECs têm valor estratégico em relatórios de sustentabilidade, auditorias de carbono e certificações ambientais, sendo reconhecidos por frameworks globais como CDP, GRI e TCFD.

Transição energética e o papel da Eletrobras como catalisadora

Ao conectar grandes consumidores institucionais, como bancos e indústrias, a projetos de geração limpa, a Eletrobras reforça seu papel de agente de integração na transição energética brasileira.

O movimento amplia o alcance das fontes renováveis, incentiva a precificação de atributos ambientais e contribui diretamente para o cumprimento das metas climáticas nacionais, conforme os compromissos do Brasil no Acordo de Paris.

Na prática, a venda de certificados como os I-RECs cria um mercado paralelo de sustentabilidade corporativa, onde energia e reputação caminham juntas, reduzindo emissões, agregando valor à marca e impulsionando novas frentes de investimento em geração renovável.

Com 531 mil certificados emitidos, a operação entre Eletrobras e Caixa simboliza uma convergência entre política pública, finanças sustentáveis e inovação em energia limpa, um caminho que tende a se intensificar à medida que o país avança na descarbonização da matriz elétrica e no fortalecimento do mercado livre de energia.

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