Executivo com 24 anos de experiência, sendo quatro dedicados à energia, projeta novas oportunidades no mercado livre e em projetos próprios
O setor de energia brasileiro acaba de registrar uma movimentação relevante. O executivo Ciro Neto, de 43 anos, anunciou sua saída da Auren Energia, onde atuava como Diretor de Comercialização há um ano e meio. Durante sua gestão, teve papel estratégico na execução de uma nova abordagem comercial, voltada à expansão da base de clientes no mercado livre de energia, com forte presença nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
Com sólida carreira construída em diferentes segmentos, Ciro agora avalia novos rumos e deixa em aberto possibilidades que podem ir desde novos desafios em grandes companhias até projetos próprios ou parcerias estratégicas no setor elétrico.
Uma trajetória de 24 anos entre telecomunicações e energia
Formado em Administração de Empresas e com pós-graduação em Psicologia Positiva pela PUC/RS, Ciro Neto acumula 24 anos de experiência profissional. Foram 20 anos dedicados ao setor de telecomunicações, com passagens marcantes em empresas como Oi e Claro/Net, onde ocupou posições de liderança comercial.
Nos últimos quatro anos, migrou para o setor elétrico, área que se tornou um dos principais vetores de crescimento econômico do país. Antes de integrar a Auren Energia, atuou como Diretor de Varejo da 2W Energia, fortalecendo sua atuação no mercado livre e em estratégias voltadas à abertura desse segmento.
Essa transição entre telecomunicações e energia reflete a capacidade de adaptação do executivo e sua visão de negócios em mercados dinâmicos e de alta competitividade.
O protagonismo do mercado livre de energia
Um dos marcos recentes da trajetória de Ciro foi a publicação do artigo “Abertura do mercado livre de energia: oportunidades, desafios e o futuro do setor elétrico brasileiro”, que ganhou destaque na imprensa especializada. O texto trouxe uma reflexão estratégica sobre o papel da abertura do mercado na transformação do setor elétrico e nos impactos sociais e econômicos que podem advir desse processo.
Ao comentar o tema, o executivo destacou. “A abertura do mercado livre de energia não é apenas uma pauta técnica ou regulatória. Trata-se de um verdadeiro projeto de país, com potencial de reposicionar o Brasil no cenário global da energia. O debate ultrapassa as fronteiras do setor elétrico: ele toca em justiça social, inovação tecnológica, sustentabilidade ambiental e competitividade econômica”.
A fala reforça sua visão de que o mercado livre deve ser encarado como uma política de Estado, capaz de ampliar o acesso a energia limpa, estimular a inovação e aumentar a competitividade do Brasil frente a outros players globais.
Avaliando novos rumos e oportunidades
Após sua saída da Auren Energia, Ciro Neto declarou que está em fase de avaliação de novas oportunidades profissionais. O executivo mantém em aberto tanto propostas no setor de energia quanto a possibilidade de retornar ao mercado de telecomunicações, área em que construiu sua base executiva.
Além disso, não descarta investir em iniciativas próprias ou parcerias estratégicas voltadas ao setor de comercialização de energia, aproveitando a experiência adquirida e a crescente demanda por soluções inovadoras no ambiente de negócios.
Essa flexibilidade reflete uma característica de sua carreira: a habilidade em transitar por diferentes setores e liderar estratégias de transformação em mercados competitivos e em expansão.
Relevância para o futuro do setor elétrico
A movimentação de executivos com experiência em setores estratégicos como telecomunicações e energia não apenas influencia o mercado, mas também sinaliza tendências sobre a evolução do mercado livre de energia no Brasil.
Com a perspectiva de abertura gradual para todos os consumidores, prevista para os próximos anos, profissionais como Ciro Neto assumem protagonismo ao conectar experiência em modelos de negócios escaláveis, inovação tecnológica e visão regulatória.
Sua saída da Auren e a possibilidade de novos projetos reforçam o momento de efervescência que vive o setor, que busca equilibrar expansão da competitividade, avanços em sustentabilidade e democratização do acesso à energia.



