Maior aporte da história do programa será aplicado em parceria com cooperativas de eletrificação rural, ampliando redes, subestações e a resiliência do sistema elétrico diante de eventos climáticos extremos
O governo do Rio Grande do Sul anunciou, nesta quarta-feira (3/9), o maior repasse já destinado ao Programa Energia Forte no Campo (EFC): R$ 71,3 milhões. O anúncio ocorreu durante a Expointer, na sede da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (OCERGS), com a presença do governador Eduardo Leite.
Executado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) em parceria com as cooperativas de eletrificação rural, o programa tem como objetivo qualificar as redes de distribuição no meio rural, especialmente com a implantação de redes trifásicas, fundamentais para a expansão da agropecuária e das agroindústrias.
Segundo Leite, a nova etapa simboliza um marco na política de infraestrutura energética rural. “Estamos dando hoje um passo histórico para o desenvolvimento do campo. O repasse de R$71,3 milhões, o maior já feito pelo Estado ao Programa Energia Forte no Campo, é um investimento no futuro das famílias que vivem e produzem no interior. Se hoje temos condições de realizar esse aporte é porque, lá atrás, tivemos coragem de fazer as reformas que colocaram as contas em dia e abriram espaço para novos investimentos. Esse é o resultado de escolhas responsáveis, que agora se transformam em obras concretas e em mais qualidade de vida para os gaúchos”, disse Leite.
Novas regras e ampliação do programa
O decreto que regulamenta a quinta fase do Energia Forte no Campo amplia a participação do Estado de 20% para 35% no custeio de projetos de instalação ou melhoria das redes de distribuição. O aporte estadual passa a abranger desde transformadores, postes e fios até projetos de subestações transformadoras e conexões associadas, limitados a R$ 5 milhões por cooperativa.
A secretária da Sema, Marjorie Kauffmann, destacou que a inclusão de subestações responde a uma demanda real dos produtores e empreendedores rurais.
“A inclusão de subestações no escopo do programa faz parte do nosso modelo de governo, que tem uma escuta ativa das necessidades da população e dos empreendedores gaúchos para que as políticas públicas tenham o melhor desenho e a maior efetividade. O Energia Forte no Campo já mostrou resultados expressivos nas quatro fases anteriores e, agora, damos um passo além. Ampliamos o escopo e o volume de investimentos para que cada vez mais famílias e empreendimentos rurais sejam beneficiados.”
Investimentos previstos e metas
Em abril de 2025, a Sema realizou consulta junto às cooperativas de eletrificação para mapear projetos aptos a integrar a nova fase. Treze cooperativas apresentaram propostas, totalizando R$ 369 milhões em investimentos, dos quais R$ 71,3 milhões virão do governo estadual.
A ampliação do programa é estratégica não apenas para expandir a capacidade elétrica do campo, mas também para reforçar a resiliência do sistema diante de eventos climáticos extremos, como as enchentes de 2024, que impactaram fortemente a infraestrutura energética rural.
Resultados alcançados até agora
Desde sua criação, o Energia Forte no Campo já beneficiou 10.717 consumidores. Nas quatro primeiras fases, foram executados 345 projetos, com a implantação de 973 km de linhas trifásicas em 122 municípios. O investimento estadual somou R$ 19,9 milhões, que alavancaram mais de R$ 102 milhões em obras em parceria com as cooperativas.
Para o governador, a nova fase consolida uma política de longo prazo. “O que celebramos hoje é a certeza de que o campo gaúcho, que alimenta o Brasil e o mundo, terá condições ainda melhores para crescer, inovar e resistir. Energia forte no campo é sinônimo de Estado forte, economia forte e um futuro de esperança para todos.”
Impacto social e produtivo
A expansão da rede trifásica no meio rural gera efeitos diretos sobre a competitividade da agroindústria, o fortalecimento da cadeia agropecuária e a qualidade de vida das famílias. Além de apoiar a produção, garante acesso a serviços básicos com mais conforto e segurança, aproximando o campo da infraestrutura urbana.
Com o maior aporte já feito ao programa, o Rio Grande do Sul não apenas amplia sua capacidade energética rural, mas também se prepara para enfrentar os desafios de um cenário climático cada vez mais adverso, consolidando o campo como motor de desenvolvimento econômico e social.



