Reconhecimento valoriza estudos sobre como as mudanças climáticas impactam a economia brasileira e estimula produção científica aplicada a políticas públicas
Pesquisadores de todo o Brasil estão na reta final para garantir participação em um dos reconhecimentos mais relevantes da agenda de clima e economia no país: o Prêmio iCS de Economia & Clima – Edição 2025. A iniciativa do HUB de Economia & Clima do Instituto Clima e Sociedade (iCS) vai premiar artigos científicos que analisam de forma rigorosa e inovadora a relação entre as mudanças climáticas e seus efeitos sobre a economia brasileira.
O prazo de inscrições se encerra em 29 de agosto de 2025, e a expectativa é que o prêmio se consolide como um espaço de incentivo à produção científica capaz de influenciar políticas públicas e orientar decisões estratégicas em setores-chave, como energia, agricultura, indústria e infraestrutura.
R$ 35 mil em prêmios para os melhores trabalhos
O iCS vai distribuir um total de R$ 35 mil em premiações. O primeiro colocado receberá R$ 20 mil, o segundo lugar R$ 10 mil e o terceiro, R$ 5 mil. Podem concorrer artigos publicados entre julho de 2022 e julho de 2025 em periódicos nacionais ou internacionais, bem como estudos apresentados em conferências acadêmicas de destaque, como os encontros da ANPEC (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia) e da LACEA (Latin American and Caribbean Economic Association).
De acordo com os organizadores, serão aceitos trabalhos em diferentes áreas de interface entre economia e meio ambiente, incluindo:
- Macroeconomia e clima;
- Custos econômicos e sociais da inação climática;
- Política fiscal e incentivos verdes.
A avaliação será feita por uma comissão de especialistas independentes, com base em três pilares principais: relevância do tema, rigor metodológico e potencial de impacto em políticas públicas.
Incentivo à ciência aplicada ao desenvolvimento sustentável
O Prêmio iCS de Economia & Clima foi criado com o objetivo de dar visibilidade à produção científica que conecta mudanças climáticas e economia, reforçando a importância de integrar a agenda ambiental às estratégias de crescimento econômico do Brasil.
Segundo os organizadores, reconhecer e valorizar esse tipo de pesquisa é crucial em um momento em que o país precisa lidar com os impactos crescentes de eventos climáticos extremos, que já geram custos bilionários para governos, empresas e famílias.
Para o iCS, a academia tem papel estratégico na formulação de políticas públicas mais eficazes, e estudos premiados podem servir de referência para debates sobre transição energética, precificação de carbono, resiliência de cadeias produtivas e novas formas de financiamento climático.
Como participar
Os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível no site do iCS. As instruções completas estão detalhadas nos links:
- Inscrições para o Prêmio iCS
- Instruções do Prêmio iCS de Economia & Clima
- Dúvidas podem ser enviadas diretamente para o e-mail oficial do prêmio: ic********@*************de.org.
Relevância estratégica do prêmio
O avanço da pesquisa em economia do clima é visto como essencial para apoiar o Brasil em sua estratégia de desenvolvimento sustentável. Estudos recentes apontam que os impactos das mudanças climáticas podem afetar diretamente o PIB, a geração de empregos, os investimentos e até a estabilidade fiscal do país.
Ao estimular a produção científica de excelência nessa área, o Prêmio iCS busca fortalecer a base de conhecimento necessária para transformar riscos climáticos em oportunidades econômicas. Essa visão é fundamental para que o Brasil consiga liderar a transição para uma economia de baixo carbono, equilibrando competitividade com sustentabilidade.
Serviço – Prêmio iCS de Economia & Clima 2025
- Prazo final de inscrições: 29 de agosto de 2025
- Quem pode participar: pesquisadores com artigos publicados entre julho/2022 e julho/2025 em periódicos ou conferências reconhecidas
- Premiação: R$ 20 mil (1º lugar), R$ 10 mil (2º lugar), R$ 5 mil (3º lugar)
- Áreas de interesse: economia e clima, custos econômicos da inação, políticas fiscais verdes



