Maior iniciativa estadual de fomento à geração limpa no país já cadastrou 150 projetos, vai gerar 20 mil empregos e transformar o setor energético catarinense
Santa Catarina consolida sua posição de destaque no setor elétrico brasileiro com o Programa Energia Boa, considerado o maior projeto estadual de incentivo à geração de energia renovável no país. Em menos de um ano, a iniciativa já beneficiou 48 usinas hidrelétricas e abriu caminho para destravar investimentos privados de grande impacto.
Com 150 projetos cadastrados, o programa tem potencial para dobrar a capacidade de produção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), ao mesmo tempo em que garante a criação de aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos.
“O Programa Energia Boa é pioneiro no Brasil e por isso virou referência também para outros estados. Com o Programa, o setor energético ganhou a importância que merece. Destravando esses investimentos, vamos garantir mais oferta de energia para que as empresas possam se expandir e gerar milhares de empregos. E tem mais, Santa Catarina produz todos os equipamentos necessários para construir uma PCH ou CGH. O que acaba trazendo uma grande movimentação também para o setor industrial catarinense”, explica o governador Jorginho Mello.
Agilidade e menos burocracia
O diferencial do Energia Boa está na integração entre órgãos do Governo do Estado, como IMA, Celesc, Jucesc, Badesc, BRDE e diversas secretarias. Essa articulação permitiu acelerar processos administrativos que antes travavam o avanço de novos empreendimentos.
“Uma das frentes do Programa Energia Boa é dar agilidade a processos administrativos para permitir a liberação mais rápida desses empreendimentos. Assim, licenças, outorgas e declarações, entre outros documentos necessários para iniciar e avançar as obras, estão sendo emitidos com mais rapidez. Ou seja, o Governo do Estado está garantindo mais eficiência e menos burocracia para os empreendedores”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.
Entre os projetos cadastrados, o Planalto Serrano concentra 65 e o Grande Oeste, 56. Essas regiões apresentam forte potencial hídrico, o que facilita a expansão de PCHs e CGHs, promovendo desenvolvimento regional e energia distribuída.
Infraestrutura reforçada com R$ 572 milhões
Além de destravar projetos privados, o governo catarinense está investindo pesado em infraestrutura elétrica. A Celesc vai construir seis novas subestações e 225 km de linhas de transmissão, com aporte de R$ 572 milhões. As novas estruturas estarão em Lages, Painel, Campo Belo, Urubici, Matos Costa e Rio do Campo, conectando as usinas cadastradas no programa à rede elétrica estadual.
“O Programa Energia Boa representa um avanço estratégico para o setor elétrico catarinense. Ao executar a missão dada pelo governador Jorginho Mello, a Celesc cumpre seu papel de ampliar e modernizar a infraestrutura do Estado, com novas subestações e linhas de transmissão que irão viabilizar a conexão das usinas à rede. Essa entrega fortalece a matriz de energia limpa, estimula o desenvolvimento regional e garante mais segurança e confiabilidade no fornecimento de energia para a população e para os empreendedores de Santa Catarina”, afirma Tarcísio Rosa, presidente da Celesc.
Impacto no setor produtivo
Os resultados já são percebidos pelas cooperativas e empresas de energia que participam da iniciativa. João Alderi do Prado, presidente da Creral — cooperativa que está investindo em quatro novas hidrelétricas no estado —, destaca a relevância da política pública:
“O Energia Boa vai viabilizar a conexão de muitas usinas, então ele veio em boa hora. O Governo do Estado teve uma visão de desenvolvimento quando fez o programa. Para nós é importante porque nossas usinas ficarão conectadas na subestação que vai ser implantada e na linha que vai ser implantada”, afirma.
Um exemplo concreto é a PCH Santo Cristo, em construção entre os rios Pelotas e Pelotinhas, no limite de Lages e Capão Alto, na divisa com o Rio Grande do Sul. Inicialmente planejada para abastecer o estado vizinho, a usina foi incorporada ao programa e direcionada para reforçar a matriz elétrica catarinense.
Energia limpa como vetor de desenvolvimento
O Programa Energia Boa se apresenta como uma estratégia de longo prazo que não apenas fortalece a matriz renovável de Santa Catarina, mas também cria um ciclo virtuoso de crescimento econômico, inovação tecnológica e geração de empregos. Ao unir governo, empresas e cooperativas, a iniciativa se torna um modelo de governança e eficiência para outros estados brasileiros.
Com impacto social, econômico e ambiental, o programa reafirma o protagonismo catarinense no avanço da energia limpa, segura e sustentável no Brasil.



