Colaboração técnica fortalece capacidade do Operador Nacional do Sistema Elétrico em modelar a geração distribuída no SIN, impulsionando a modernização da operação e a transição energética no Brasil
Em um passo estratégico para acompanhar o crescimento da geração distribuída e avançar na modernização da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou uma parceria com a SolarZ, empresa especializada em soluções de gestão para micro e minigeração distribuída (MMGD). A iniciativa tem como objetivo o aperfeiçoamento dos modelos de estimativa e previsão da geração fotovoltaica distribuída no país, uma das frentes mais dinâmicas da transição energética brasileira.
A colaboração permitirá ao ONS acessar gratuitamente um amplo conjunto de dados verificados de geração solar distribuída, respeitando a privacidade e o sigilo da identidade dos consumidores-geradores. A partir dessas informações, o Operador poderá validar e calibrar seus modelos estatísticos com maior precisão, otimizando as previsões de geração descentralizada e seu impacto na operação do sistema elétrico.
Avanço estratégico na integração da MMGD ao planejamento do sistema elétrico
O crescimento da geração distribuída, em especial da fonte solar fotovoltaica, tem transformado a dinâmica do setor elétrico nacional. Em poucos anos, a MMGD passou de uma solução pontual para se tornar componente relevante da matriz elétrica brasileira. Nesse contexto, o aprimoramento da capacidade de previsão e estimativa por parte do ONS é essencial para garantir a confiabilidade e a segurança do sistema.
A parceria com a SolarZ insere-se na segunda fase de um projeto em cooperação com a agência alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), que visa justamente fortalecer a representação da geração distribuída nos processos de planejamento e operação do SIN. Ao contar com dados detalhados e confiáveis, o ONS poderá desenvolver modelos mais robustos e aderentes à realidade da geração descentralizada.
Dados qualificados como vetor de inovação no setor elétrico
A qualidade e granularidade dos dados disponibilizados pela SolarZ são fundamentais para o sucesso da iniciativa. Como empresa focada na gestão técnica da MMGD, a SolarZ possui uma base significativa de informações sobre o comportamento real de usinas solares residenciais, comerciais e industriais em diversas regiões do Brasil.
Esses dados serão tratados de forma anonimizada, garantindo a proteção das informações dos agentes envolvidos. O foco é exclusivamente técnico e científico: os dados serão utilizados para testar, calibrar e validar modelos estatísticos de previsão de geração solar distribuída, alinhando as ferramentas do ONS com os desafios e oportunidades da nova realidade energética brasileira.
Modernização dos processos e compromisso com a transição energética
A parceria reforça o papel do ONS como agente central na adaptação do setor elétrico às exigências da transição energética. A crescente penetração de fontes renováveis, a digitalização da rede elétrica e a descentralização da geração exigem novas abordagens e ferramentas por parte dos operadores do sistema.
Nesse cenário, iniciativas como a estabelecida com a SolarZ mostram o alinhamento do Operador com as melhores práticas internacionais e com a busca por soluções que conciliem eficiência operacional, inovação tecnológica e sustentabilidade.
“Com essa parceria, o Operador reforça seu compromisso com a modernização dos processos, o avanço da transição energética e o desenvolvimento sustentável no Brasil”, destaca o comunicado oficial do ONS.
Caminho aberto para uma operação mais inteligente e resiliente
O desenvolvimento de modelos preditivos mais precisos é parte central da estratégia do ONS para lidar com a variabilidade da geração solar distribuída. Em um sistema cada vez mais descentralizado e dinâmico, a capacidade de antecipar comportamentos de geração e consumo se torna essencial para garantir a estabilidade do fornecimento e a eficiência do despacho.
Além disso, a parceria representa um modelo bem-sucedido de cooperação entre o setor público e empresas de tecnologia energética, capaz de gerar impacto positivo para todo o ecossistema elétrico nacional — do planejamento estratégico à operação cotidiana do sistema.



