Fiocruz recebe selo internacional por uso de energia 100% renovável no mercado livre

Fundação utilizou apenas fontes limpas entre abril e dezembro de 2024, evitando mais de 7 mil toneladas de CO₂ e reforçando seu papel como referência em sustentabilidade no setor público

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conquistou o selo I-REC (International Renewable Energy Certificate), uma certificação internacional que comprova o uso exclusivo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis — como solar e eólica — no período de abril a dezembro de 2024. A iniciativa integra a agenda institucional da Fiocruz voltada à sustentabilidade, reafirmando o compromisso da entidade com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as metas da Agenda 2030 da ONU.

A certificação é reconhecida globalmente como um mecanismo confiável para rastrear a origem da energia consumida. Emitido por uma plataforma internacional homologada, o selo I-REC assegura que a eletricidade utilizada pela instituição tenha sido efetivamente gerada por fontes limpas, alinhando as práticas da Fundação aos mais altos padrões de responsabilidade socioambiental e de governança (ESG).

A transição energética no setor público

Desde sua entrada no mercado livre de energia, em 2024, a Fiocruz passou a ter autonomia na escolha de seus fornecedores e optou por contratar apenas eletricidade proveniente de fontes renováveis. A decisão estratégica contribuiu para evitar a emissão de mais de 7 mil toneladas de CO₂ equivalente no período avaliado. Esse volume corresponde à poluição gerada anualmente por mais de 5 mil automóveis populares a gasolina, ou à quantidade de carbono que seria capturada por 50 mil árvores ao longo de 20 anos.

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A adoção de energia 100% renovável representa não apenas uma medida técnica e econômica, mas uma decisão alinhada ao papel institucional da Fiocruz. “Adotar energia 100% renovável em uma instituição pública de ciência e saúde pública é mais que uma escolha técnica – é um compromisso ético com as próximas gerações”, afirma a Fundação.

Selo I-REC: rastreabilidade e governança ambiental

O selo I-REC funciona como um comprovante eletrônico que valida a origem renovável da energia elétrica consumida por uma organização. O sistema é amplamente utilizado por empresas, governos e instituições em todo o mundo, especialmente aquelas que integram políticas ESG e metas climáticas em suas estratégias de longo prazo.

A certificação obtida pela Fiocruz é especialmente relevante por tratar-se de uma instituição pública de referência em ciência, tecnologia e saúde, cuja infraestrutura energética tem escala e complexidade significativas. O resultado alcançado demonstra a viabilidade da transição energética em grandes organizações do setor público, reforçando o papel do Estado na promoção da economia de baixo carbono.

Compromisso com inovação e responsabilidade ambiental

Ao investir na modernização de sua matriz energética, a Fiocruz também promove uma cultura institucional voltada para a eficiência energética, a inovação sustentável e a governança ambiental. A escolha por energias limpas é parte de um conjunto de medidas que buscam tornar os processos operacionais mais resilientes, econômicos e ambientalmente responsáveis.

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“A conquista do selo I-REC reforça o papel da Fiocruz como referência em sustentabilidade no setor público. A expectativa é ampliar ações semelhantes e seguir avançando na construção de uma infraestrutura sustentável”, destacou a entidade. A meta é que esse modelo de gestão ambiental seja estendido a outras unidades e inspire práticas similares em instituições públicas em todo o país.

Fiocruz como modelo de sustentabilidade institucional

A obtenção da certificação I-REC marca mais um passo da Fiocruz em direção a um modelo de operação sustentável e resiliente. Em tempos em que a responsabilidade climática torna-se critério fundamental para a credibilidade institucional e para o acesso a recursos internacionais, a adoção de energia limpa confere à Fundação protagonismo também na pauta ambiental.

Além do impacto direto na mitigação das emissões de gases de efeito estufa, a iniciativa abre caminho para novos investimentos em tecnologias verdes, parcerias com o setor elétrico e o desenvolvimento de políticas públicas energéticas mais sustentáveis.

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