Invinity firma acordo com empresa chinesa para produção de baterias de vanádio e mira 1,9 GWh até 2030

Licenciamento com a UESNT marca avanço estratégico da Invinity no mercado asiático e amplia competitividade global com acesso a insumos e manufatura de baixo custo

A Invinity Energy Systems plc, fabricante britânica de sistemas de armazenamento de energia, anunciou a assinatura de um acordo de licenciamento e royalties com a empresa chinesa Guangxi United Energy Storage New Materials Technology Limited (UESNT). O contrato permitirá à UESNT fabricar, comercializar e vender as baterias de fluxo de vanádio (VFBs) ENDURIUM no território chinês até o ano de 2030.

O negócio representa um passo estratégico para ambas as empresas: para a Invinity, trata-se de entrar com força no maior mercado de energia do mundo, enquanto a UESNT se posiciona como parceira autorizada na produção de uma tecnologia de armazenamento cada vez mais crítica para a transição energética global.

De acordo com o comunicado oficial, a UESNT pagará royalties variáveis com base no volume de produção, além de dois pagamentos fixos atrelados a metas específicas de desempenho. A produção inicial, estimada em 300 megawatt-horas (MWh) já em 2026, poderá atingir um total de 1,9 gigawatt-hora (GWh) até o final do contrato, caso haja demanda suficiente no mercado chinês.

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Expansão internacional com ganhos logísticos e industriais

Além da permissão de fabricação para o mercado interno chinês, o contrato garante à Invinity acesso a componentes e sistemas completos produzidos pela UESNT. Esses insumos poderão ser utilizados pela empresa britânica em projetos fora da China, com potencial para reduzir custos de fabricação e ampliar a escala de produção global.

Outro ponto central do acordo é o fornecimento de eletrólito de vanádio, matéria-prima fundamental para a produção das VFBs. A Invinity terá direito a adquirir até 6 GWh de eletrólito a preço fixo, reforçando sua capacidade de planejamento logístico e proteção contra volatilidades no mercado de insumos.

Parceria celebrada em Londres com apoio institucional

A cerimônia de assinatura do contrato ocorreu em Londres e contou com a presença de líderes corporativos e autoridades públicas. Entre os presentes estavam Jonathan Marren, CEO da Invinity; Liao Zhanghui, diretor executivo da UESNT; o prefeito de Xiamen, Wu Bin; o presidente do Grupo C&D, Xu Xiaoxi; e John Edwards, diretor do Escritório de Investimentos do Governo Britânico.

Durante o evento, Jonathan Marren destacou o impacto estratégico do acordo. “Por meio da cooperação com a UESNT, não apenas acessamos nova demanda dentro do mercado chinês, mas também abrimos caminho para significativas reduções de custos e otimização da cadeia de suprimentos para nossos projetos em todo o mundo”.

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Armazenamento de energia: peça-chave na transição energética

As baterias de fluxo de vanádio (VFBs) vêm ganhando relevância nos últimos anos como solução eficiente para armazenamento estacionário de energia, especialmente em sistemas de energia renovável. Ao contrário das baterias de íons de lítio, as VFBs são mais duráveis, apresentam maior segurança térmica e têm vida útil superior, podendo operar por décadas com degradação mínima.

Com a intensificação da geração intermitente de energia — especialmente eólica e solar — a busca por soluções de armazenamento de longa duração se tornou prioridade de governos, empresas e investidores em todo o mundo. O acordo entre Invinity e UESNT surge neste contexto como uma aliança promissora para escalar soluções tecnológicas alinhadas às metas de descarbonização.

Rumo ao mercado chinês e à competitividade global

A Invinity, que já atua em projetos de armazenamento em larga escala em regiões como Reino Unido, Austrália, Estados Unidos e África do Sul, agora consolida sua presença na Ásia, mirando um mercado que responde por mais de 40% dos investimentos globais em energia limpa.

Com o licenciamento da linha ENDURIUM, a empresa britânica aposta não apenas em ampliar sua base de clientes, mas também em reduzir o custo de produção e aumentar sua margem de competitividade frente a outras tecnologias de armazenamento.

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