Nova estrutura, que entra em vigor em julho, unifica áreas internas para aumentar a eficiência investigativa e posiciona estatal como referência em integridade no setor público
A Petrobras anunciou a criação de sua Corregedoria-Geral, estrutura estratégica que passa a funcionar a partir de 1º de julho de 2025, com a missão de fortalecer o Sistema de Integridade da companhia. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração da estatal na última sexta-feira (27) e representa um avanço institucional no tratamento de fraudes, corrupção e casos de violência no ambiente de trabalho, como assédio moral e sexual.
A nova corregedoria estará vinculada à Diretoria de Governança e Conformidade e nasce da unificação de estruturas internas já existentes, com foco em maior integração, agilidade e isonomia nos processos correicionais que envolvem empregados e terceiros em todo o Sistema Petrobras.
“A gestão centralizada na Corregedoria-Geral trará maior assertividade nas análises e menores prazos de resposta nos processos investigativos e disciplinares de fraude, corrupção e violências no trabalho, como assédios morais e sexuais. Este movimento reforça a posição da Petrobras como referência no Sistema de Correição do Poder Executivo Federal, o SISCOR, coordenado pela CGU”, afirma Ricardo Wagner, diretor de Governança e Conformidade da companhia.
Consolidação de estruturas e foco em eficiência
A Corregedoria-Geral será comandada por Edson Leonardo Dalescio Sá Teles, atual gerente executivo de Responsabilização Disciplinar, que assume o cargo de Corregedor-Geral. A nova estrutura unifica as gerências de Integridade Corporativa e Responsabilização Disciplinar, além de incorporar funções antes atribuídas à Ouvidoria, Recursos Humanos, e à área de Inteligência e Segurança Corporativa.
Com isso, a Petrobras espera obter ganhos significativos de eficiência, padronização e celeridade nas apurações internas, além de fortalecer os mecanismos de controle e resposta a desvios éticos e legais. A iniciativa busca também garantir isonomia no tratamento dos casos, promovendo justiça interna com base em evidências técnicas e protocolos rigorosos.
Referência no setor público e reconhecimento da CGU
A criação da corregedoria ocorre em um contexto de amadurecimento institucional da Diretoria de Governança e Conformidade, que completou dez anos em dezembro de 2024. Desde a sua criação, a área vem sendo fortalecida para atender às exigências legais, regulatórias e de governança corporativa que marcaram a reestruturação da Petrobras após os desdobramentos da Operação Lava Jato.
No início de 2025, a área de Responsabilização Disciplinar da Petrobras alcançou o nível máximo de maturidade (nível 5) no Modelo de Maturidade Correcional (CRG-MM) do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal (SISCOR), coordenado pela Controladoria-Geral da União (CGU).
A nota máxima foi atribuída com base no atendimento a 18 requisitos de excelência, incluindo:
- Independência funcional da estrutura correicional;
- Atuação preventiva com base em dados e riscos;
- Transparência dos processos e resultados;
- Capacitação contínua dos profissionais envolvidos.
Com isso, a Petrobras consolida sua posição de referência em integridade no setor público brasileiro, sendo reconhecida entre as organizações mais avançadas no combate a irregularidades e na promoção de uma cultura ética e segura no ambiente de trabalho.
Integração ao Sistema Petrobras e foco nacional
Ao abranger todo o Sistema Petrobras, a corregedoria atuará de forma transversal, tanto nas unidades operacionais quanto nas subsidiárias, ampliando o alcance das apurações e promovendo uniformidade nos procedimentos disciplinares. O objetivo é garantir que qualquer denúncia ou suspeita seja tratada com rigor técnico, independência e celeridade, conforme os mais altos padrões de compliance adotados globalmente.
A nova estrutura também reforça o papel da Petrobras dentro do sistema SISCOR, que conecta órgãos e estatais federais sob a coordenação da CGU, e visa disseminar boas práticas de integridade no setor público. A estatal tem participado ativamente de fóruns de governança e vem contribuindo com sua experiência na formulação de políticas públicas voltadas ao combate à corrupção e à promoção de ambientes de trabalho seguros e éticos.



