Expansão da geração elétrica avança 1,2 GW no Brasil em 2026 com liderança de solar e eólica

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica mostram que 16 usinas entraram em operação apenas em fevereiro, com destaque para o Rio Grande do Norte e forte participação de fontes renováveis na expansão da matriz

A expansão da matriz de geração elétrica brasileira manteve ritmo consistente no início de 2026, impulsionada principalmente por projetos de energia renovável. Levantamento realizado pelas áreas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica indica que o país adicionou 1.286 megawatts (MW) de capacidade instalada nos dois primeiros meses do ano.

Somente em fevereiro, a ampliação da capacidade de geração chegou a 743 MW, resultado da entrada em operação comercial de 16 novas usinas em diferentes regiões do país.

A expansão reflete a continuidade do ciclo de investimentos em fontes renováveis no Brasil, especialmente em energia solar fotovoltaica e eólica, segmentos que seguem liderando a incorporação de novos projetos ao parque gerador nacional.

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O avanço da oferta energética ocorre em um momento estratégico para o setor elétrico brasileiro, marcado pela crescente demanda por eletrificação, pela diversificação da matriz e pela necessidade de reforçar a segurança do sistema.

Energia solar lidera novas usinas em operação

Entre os empreendimentos liberados para operação comercial em fevereiro, a maior parte pertence à fonte solar fotovoltaica. Ao todo, 14 usinas solares entraram em operação, somando 677 MW de potência instalada. O conjunto representa a maior parcela da expansão registrada no mês.

Além das plantas solares, o período também contou com a entrada em operação de uma usina eólica, com capacidade de 59 MW, e de uma pequena central hidrelétrica (PCH), responsável por acrescentar 7 MW à matriz elétrica.

A predominância da geração solar reflete uma tendência estrutural do setor energético brasileiro, marcada pela rápida expansão dessa fonte nos últimos anos, impulsionada por custos competitivos, maior acesso a financiamento e avanços tecnológicos.

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Rio Grande do Norte lidera expansão da geração

Entre os estados que registraram novos empreendimentos liberados para operação comercial em fevereiro, o principal destaque foi o Rio Grande do Norte.

O estado concentrou 640 MW de nova capacidade instalada, distribuídos em 13 usinas que passaram a operar comercialmente no período. O desempenho reforça o protagonismo da região Nordeste na expansão da geração renovável no país.

Na sequência aparece Minas Gerais, que registrou 96 MW provenientes de duas usinas, enquanto o Paraná contabilizou 7 MW, associados à entrada em operação de uma pequena central hidrelétrica. Considerando o acumulado do primeiro bimestre, novas usinas foram liberadas para operação comercial em sete estados distribuídos pelas cinco regiões do país.

O Rio Grande do Norte manteve a liderança na expansão da geração no período, com 640 MW adicionados, seguido por Minas Gerais, que registrou 505 MW de nova capacidade.

Capacidade instalada do Brasil supera 217 GW

Com a entrada em operação dessas novas usinas, a capacidade instalada do sistema elétrico brasileiro continua em trajetória de crescimento. De acordo com dados atualizados em 4 de março no Sistema de Informações de Geração da ANEEL (SIGA), o Brasil atingiu 217.921 MW de potência fiscalizada em usinas centralizadas.

O banco de dados reúne informações sobre empreendimentos em operação e também sobre projetos já autorizados que se encontram em fase de construção.

Um dos aspectos mais relevantes da estrutura da matriz elétrica brasileira é a forte presença de fontes renováveis. Conforme os registros do SIGA, 84,73% da capacidade em operação no país é composta por usinas consideradas renováveis.

Esse perfil coloca o Brasil entre os sistemas elétricos de grande porte com maior participação de fontes limpas no mundo, resultado da combinação histórica entre hidrelétricas e da expansão recente de eólicas e solares.

Monitoramento da expansão do setor elétrico

O acompanhamento da evolução da matriz elétrica brasileira pode ser realizado por meio do painel RALIE, ferramenta disponibilizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica para ampliar o acesso a informações sobre novos empreendimentos de geração. O sistema reúne dados detalhados sobre a expansão da oferta de energia no país, permitindo consultas por tipo de fonte, região, estado e ano de entrada em operação.

As informações disponibilizadas no painel são atualizadas mensalmente e têm como base as inspeções realizadas nas obras das usinas, além dos dados reportados pelas empresas no Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (Rapeel).

Com esse conjunto de ferramentas, reguladores, investidores e agentes do mercado conseguem acompanhar de forma mais transparente o avanço da infraestrutura de geração e a evolução da matriz energética nacional.

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