Auren Energia registra EBITDA recorde de R$ 4 bilhões em 2025 e consolida novo patamar após integração com a AES Brasil

Companhia cresce 19,9% no ano, supera meta de sinergias e reforça resiliência do portfólio renovável diante de curtailment e volatilidade no mercado de energia

A Auren Energia encerrou 2025 com EBITDA Ajustado recorde de R$ 4 bilhões, avanço de 19,9% em relação aos R$ 3,3 bilhões registrados em 2024. No quarto trimestre, o indicador alcançou R$ 1 bilhão, crescimento de 13,5% na comparação anual, consolidando um ciclo considerado transformacional para a companhia.

Listada na B3 sob o ticker AURE3, a empresa concluiu em 2025 a integração com a AES Brasil em apenas dez meses, período inferior à média de mercado, estimada em 14 meses, consolidando-se como a terceira maior geradora de energia elétrica do país e uma das maiores comercializadoras.

Com capacidade instalada de 8,7 GW e portfólio diversificado entre fontes hidrelétrica, eólica e solar, a Auren reforçou sua posição estratégica no mercado de geração renovável e comercialização de energia.

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Sinergias superam projeções e impulsionam resultado

O processo de integração com a AES Brasil foi acompanhado por captura acelerada de sinergias. No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou economia recorrente de R$ 66 milhões associada a despesas de PMSO (Pessoas, Materiais, Serviços e Outros).

No acumulado do ano, as sinergias totalizaram R$ 278,1 milhões, acima da meta anual de R$ 250 milhões e mais que o dobro da estimativa inicial de R$ 120 milhões divulgada no momento da aquisição.

Além do ganho financeiro, houve avanço relevante na performance operacional dos ativos eólicos incorporados. Em dezembro, a disponibilidade média atingiu 94,6%, um salto de 10,6 pontos percentuais frente à média de 2024, antecipando em um ano a meta de 95% estabelecida à época da transação.

Receita cresce 17% e ativos entram em operação plena

A receita líquida da Auren alcançou R$ 13,177 bilhões em 2025, alta de 17% sobre o exercício anterior. Ao longo do ano, entraram em operação plena os complexos de Tucano, Cajuína, Jaíba e Água Vermelha, ampliando a base de geração da companhia.

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No quarto trimestre, a empresa reconheceu indenização de R$ 498,8 milhões referente a investimentos prudentes realizados ao longo do período de concessão das usinas hidrelétricas da CESP. O efeito positivo no EBITDA Ajustado foi de R$ 142,8 milhões.

“Encerramos o ano de 2025 com um resultado bastante robusto, mesmo em um cenário marcado por eventos sistêmicos como os cortes de geração dos ativos de geração eólica e solar, o que demonstra a resiliência do nosso portfólio. Concluímos com sucesso, e em tempo recorde, a integração com a AES Brasil, entregando ganhos de eficiência em todas as inciativas de sinergia e performance e superiores aos anunciados no momento da transação”, destacou Fabio Zanfelice, CEO da Auren.

Portfólio diversificado compensa curtailment

O ano de 2025 foi marcado por curtailment relevante no setor elétrico brasileiro. Os cortes de geração eólica e solar impactaram negativamente o resultado da companhia em R$ 333,6 milhões no acumulado do ano e em R$ 137 milhões no quarto trimestre.

Ainda assim, a diversificação do portfólio permitiu capturar ganhos de modulação de R$ 195,9 milhões em 2025, sendo R$ 70,4 milhões apenas no 4T25. Esses ganhos decorreram do perfil horário de geração da empresa e da maior volatilidade de preços no mercado de energia.

A produção eólica foi outro destaque: a geração atingiu 1.242 MW médios, 9% superior a 2024 e equivalente a 92,9% do P90 da curva de certificação. Ao expurgar o impacto do curtailment, a geração potencial teria alcançado 1.469 MW médios, ou 100,2% do P50 e 109,7% do P90, evidenciando a qualidade dos ativos.

Ambiente regulatório e perspectivas para 2026

O exercício também foi marcado por intensa agenda regulatória no setor elétrico, incluindo a promulgação da Lei 15.269/2025, que trouxe diretrizes sobre autoprodução, abertura do mercado para consumidores da baixa tensão e reconhecimento formal da compensação por cortes de geração por risco à confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A Auren mantém visão construtiva para os preços de energia no longo prazo, projetando convergência ao custo marginal de expansão à medida que a sobreoferta sistêmica seja absorvida até 2030.

“Ao longo de 2026, dedicaremos nossos esforços ao refinamento de processos internos, à implementação de um orçamento base zero e à busca contínua por eficiências, preparando a Companhia para capturar plenamente as oportunidades que emergirão. A partir de 2027, esperamos um crescimento mais forte de EBITDA e de geração de caixa, refletindo de forma mais ampla os efeitos das iniciativas estruturantes implementadas desde a integração com a AES Brasil e acelerando o processo de desalavancagem da Companhia”, detalhou Mateus Ferreira, vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores.

Com EBITDA recorde, sinergias acima do projetado e portfólio resiliente, a Auren encerra 2025 em novo patamar operacional e financeiro, posicionando-se para capturar oportunidades em um setor elétrico cada vez mais complexo e orientado por flexibilidade, eficiência e disciplina de capital.

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